Festival der Riesendrachen 2017

Nesse ultimo final de semana aconteceu aqui em Berlim o Festival der Riesendrachen (Festival do Dragão Gigante – literalmente traduzindo). Com palco, música ao vivo, comidas e bebidas, o sábado no Tempelhofer Feld. foi tomado por pipas com vários desenhos e tamanhos, além dos balões de ar de dragões, lula, ursos… Enfim, uma festa para a família toda.

Chegamos no final da tarde e arrisquei a tirar algumas fotos com a câmera que andava encostada por aqui. Com ajuda do por do sol e céu alaranjado, gostei do resultado das fotos! 🙂

 

Planner Setembro

Demorou bastante, mas chegamos no final de agosto e agora Setembro bate a porta. Já parou pra pensar que mais 3 meses e já é Natal!? Passou rápido né!? Vendo nessa perspectiva, é claro.

Setembro tem feriado (pra quem tá no Brasil), o frio se despede e dá início pra Primavera. Pra gente, que tá em Berlim já é um pouco mais triste.. O calor vai sumindo e o Outono vai começando a aparecer.

O importante é colocar tudo no papel mais esse mês e fazer acontecer. Então, só clicar aqui em baixo e fazer o download do planner de Setembro. E mês que vem nos vemos por aqui 🙂

Mais um aprendizado…

Berlim me trouxe várias oportunidades pessoais e uma delas foi passar a falar inglês. Fiz mil anos de curso, nas viagens para fora do Brasil sempre falava um pouco, mas quando não se pratica, sabe como é, né!? Pedir comidas, entender textos, assistir filmes e séries é completamente diferente de levar uma conversa por algumas horas.

E sempre carreguei essa insegurança comigo: na hora me faltar vocabulário, falar algumas besteiras, verbos e conjugações erradas… enfim. Daí que certo dia conversando com uma berlinense, iniciei a conversa com a frase padrão: “Sorry for my bad english” e tomei um belo tapa na cara.

“A partir do momento que você consegue se comunicar com alguém, quando você consegue estabelecer uma conversa, você não pode dizer que seu inglês ou qualquer outra língua é ruim.”

Sim, ela me disse isso e depois de ouvir essa bela lição, um  novo mundo se abriu pra mim: o da auto confiança. Essa é só uma pequena parte de mim que fica se sabotando o tempo todo; se escondendo, com vergonha de aparecer.
Mas em que isso ajuda, não é mesmo?

Quando a gente acredita na gente, um novo mundo se abre. Quando se entende que não precisamos esperar o momento perfeito ou a perfeição para fazer as coisas, é simplesmente dar o primeiro passo e lidar com as dificuldades conforme for aparecendo.
E que tudo vai ficar bem.

Já dizia a minha avó: quem não arrisca, não petisca (e provavelmente sua vó dizia o mesmo). E por não me arriscar, muitas vezes fiquei só no “e se”. Parece besteira, isso tudo só por conta do inglês? Sim. É uma coisa pequena, mas eu precisava desse tapa, desse pontapé, desse novo angulo para conseguir ver as coisas de um novo jeito.
Pra me permitir mais.
Pra arriscar.

Tudo tá perfeito agora? Claro que não.
Mas são os pequenos passos, não é mesmo…

Aprendi com a natureza

Quando mudamos resolvi começar uma horta. Nunca tive mãos boas para plantas; as poucas vezes que tentei plantar ou manter alguma coisa, morria em menos de uma semana. Mas o que é a vida se não persistir.

Plantei algumas sementes, de tomates, de salsinha e mais alguma coisa que me lembro o que era. De nada adiantava minha ansiedade, tive que cuidar e esperar. As vezes parecia que não ia dar certo. Tentei deixar pra lá, deixar tudo morrer e desistir da ideia. Mas quando via as flores aparecendo e tudo se formando, voltava a cuidar, podar, dar água, adubar. Ficava pensando que talvez o solo não estivesse tão pronto para todas aquelas sementes, ou talvez estava regando demais ou de menos.

Com o tempo, alguns frutos começaram a aparecer. Pra tudo continuar crescendo, tive que abrir mão de alguns pés para dar espaço para as demais crescerem. Foi preciso dar estrutura para que os pés não despencassem e morressem. Alguns caíram com o peso dos frutos, mas ainda assim continuaram crescendo e amadurecendo. E com o passar dos dias, os tomates foram amadurecendo, alguns caindo do pé ainda verde, mas a maioria está pronto para comer.

Daí passei a entender a vida pelo ponto de vista da natureza. Quando olho para natureza e entendo que faço parte dela, entendo que tudo se transforma no seu tempo.

Projekt Klunkerkranich

Dentro de um shopping com várias lojas populares e restaurantes fast food, é no estacionamento que fica um dos melhores lugares que fomos em Berlim. O Rooftop Bar Klunkerkranich em Neukolin ( Rathaus Neukölln – U7) conta com uma horta vertical na entrada, cerveja gelada com um preço bacana, drinks e lanches. Além de aproveitar as good vibes e boa música, ainda tem uma visão privilegiada da cidade.

Do lado de fora, várias mesas espalhadas, um espaço de playground para quem for com criança e várias vasilhas de água espalhadas para quem for com o pet. Do lado de dentro, mesas e sofá em um clima super confortável e, depois das 16h, conta com DJ e uma programação especial para cada dia que vai até as 2 am.

O atendimento super alto astral e a comida/bebida com preço justo. O clima é de tranquilidade. É o tipo de lugar que as pessoas vão pra curtir, conversar, aproveitar a vista. Aqui não tem dress code.  Durante o verão o lugar enche, então o ideal é chegar antes das 18h. Mas para quem preferir, tem brunch servido ate as 15h.

Do mais, é só conferir a programação no site e ir visitar o local (entrada 4 euros – a partir das 16h). Ah, vale ver a previsão do tempo também, pois em dias de chuva pode não ser tão legal visitar.