Arquivo da categoria: Eu e mais nada

Coisas que acontecem no meu dia dia, na minha vida e tags pessoais que vou compartilhar para que você possa conhecer um pouquinho de mim.

Hoje é sobre mim

Hoje vai ser sobre mim
Sobre as minhas vontades, minhas histórias e meus desabafos
Hoje vai prevalecer os meus gostos, minha música, minha dança
Hoje é o meu dia
O dia de me satisfazer, de sorrir pro sol
Nada de carregar o mundo das costas
Hoje ando sem mochila, sem pesos, sem preocupações
Hoje o dia é sobre mim
Sobre me fazer bem, sobre me sentir bem
Olhar pra onde eu gosto de olhar
Sentir o que eu quero sentir
Hoje e sobre as minhas futilidades
Sobre as minhas necessidades
É sobre o que eu quero
Ou talvez o que eu ache o que eu quero
São as minhas incertezas
Minhas inseguranças
Meu próprio umbigo
Minha liberdade

Sinto muito
Mas hoje o dia é só sobre mim
Precisa ser só sobre mim.

As obviedades da vida

Aquelas coisas que são óbvias e já vimos em vários lugares, escritas em textos, em frases no Instagram e na sessão da terapia, porém com o passar dos dias vamos esquecendo. Então esse texto é só com frases clichês necessárias pra gente ler, relembrar e seguir em frente.

Sonhe alto, porque você é capaz de realizar qualquer coisa
Tenha coragem para fazer o que quer que você queira (desde que não seja nada criminoso, claro)
Não perca toda sua energia com coisas que não gosta
Cuide da sua saúde sempre
Tenha atitudes positivas ao delongar da vida
Menos é mais: não cometa excessos
Aproveite os dias de céu azul
Viaje sempre que puder, conheça novos lugares e viva novas experiências
Não guarde rancor, só vai te fazer mal
Se reúna com quem você ama
Deixe as pessoas saberem como você se sente sobre elas; diga eu te amo sem medo
Sorria sempre – seu sorriso é lindo e exercita os músculos da face
Mantenha-se hidratado
Esteja presente quando estiver com alguém
Permita-se sentir seus sentimentos
Não se preocupe demais
Se ame e se valorize.

<3

 

2017, um ano de transformação

2017 foi um ano de metamorfose.

Foram 12 meses de transformações, começos e recomeços, de despedidas, reencontros, muitos sorrisos e muitas lágrimas, conexão, descobrimento – o maior deles, sobre eu mesma.
Foram 12 meses que encontrei em mim uma criança, com olhar de descobrimento de um novo mundo, desbravando o desconhecido – e muitas vezes tendo medo disso-, experimentando novos sabores, novas experiências.
Foram 12 meses que também encontrei em mim uma mulher, me livrei de algumas âncoras, encontrei poder dentro de mim, procurei saídas e soluções – que vezes encontrei, vezes não -, amadureci ideias, pensamentos, atitudes, opiniões.

Durante esse ano preenchi alguns espaços que ficaram vazios.
Inspirei novos sentimentos.
Descobri que vida não segue planos.
Não foram tudo flores.
Não foram tudo espinhos.

Foi um ano um tanto esquisito; um ano que não fiquei confortável, mas todo esse desconforto me fez amadurecer. Termino esse ano convencida que cresci bastante e eu encontrei eu mesma dentro de toda essa bagunça. O ano termina e eu saio dele completamente diferente de como entrei, e fico muito feliz com isso tudo.

O Natal

Natal pra mim sempre teve um sentimento de abraço no coração.
Desde que me lembro, o Natal sempre foi sinônimo de casa cheia, bagunça e comilança. Quando criança, os primos que moravam no Paraná passavam as férias de dezembro em casa, então a bagunça se estendia pelo mês inteiro. Era correria de criança, pastel de feira, balanço na rede e colchões espalhados pela sala da casa da vó acompanhados de Jô Soares.

Mais próximo do Natal, iniciavam os sorteios do amigo secreto. Sorteios, no plural mesmo, porque nunca dava certo na primeira vez. Esses, normalmente acompanhados de café da tarde com pão fresco da padaria – que a criançada ia buscar -, mortadela e cuscuz que a vó fazia.
Alguns dias antes do Natal, a família se aventurava em shoppings a procura dos presentes ainda não comprados. Um dia antes do Natal, as tias se revezavam entre os quartos para embrulhar os presentes de Natal. E tinha a tia que sempre esquecia dos embrulhos e acabava embrulhando os presentes com papel presente que sobrara dos outros ou como alternativa final, o jornal. Todas as crianças sempre ganhavam um presente, ainda que fosse uma calcinha colorida pra passar o ano novo.

Pra ceia cada um fazia um prato e levava. A gelatina colorida que sempre tentávamos e poucas vezes deram certo. A salada de fruta cortada nos últimos minutos antes da ceia. As frutas cortadas em zig-zag pra enfeitar a mesa de Natal. Batida de vinho com leite condensado, batida de abacaxi, champanhe Cereser e a boa e velha cerveja acompanhavam a ceia. Nunca teve cadeira pra todo mundo sentar e comer junto, mas sempre teve espaço e comida para todo mundo que aparecesse.

Normalmente, o Papai Noel aparecia logo depois da meia noite, distribuia os presentes para as crianças – uma a uma – e depois ia embora, dando lugar para o amigo secreto. Esse se prolongava até depois da 1 da manhã, com muitas risadas e gritos de “é marmelada” acompanhando os que sempre se tiravam ao longo dos anos. No final da noite, já com os presentes ganhos e a barriga cheia, todo mundo ia para suas casas dormir, para depois se encontrar no outro dia com o almoço com as sobras do jantar, acrescido de mais algumas coisinhas.

Natal sempre foi assim, com essa cara de família; com essa nossa bagunça.
Mas esse ano vai ser diferente.
Esse ano começamos novas tradições, criamos nossa própria ceia com amigos, que agora são também nossa família. Não importa onde ou com quem eu passe o Natal, mas essa data para mim vai ser sempre uma data que enche o peito, que aquece o coração, que acolhe.

Fez um ano de Berlim

Há mais ou menos um ano atrás estávamos nós no Brasil cuidando dos últimos detalhes; vendendo as coisas que tínhamos, fazendo algumas lembranças caber na mala, passando o maior tempo que podíamos com amigos e família. Decidimos que viríamos para Berlim, e aqui estamos um ano depois. Foram nos primeiros dias do ano que vi os primeiros flocos de neve caindo, o dia acabando logo cedo e crianças andando de trenó. E logo no começo de 2017 que voltei pro Brasil pra trazer o Pickles para cá e passamos um belo de um perrengue. Esse ano vi as estações aparecendo, com direito a chuva de pólen na primavera, sol até as 22h no verão e  folhas douradas caindo no outono. No verão desse ano, aliás, que aprendi a andar de bicicleta e que colhi tomates que eu mesma plantei.

Foi esse ano que nos mudamos três vezes de casa até acharmos uma que talvez seja a definitiva. Montamos móveis com nossas próprias mãos – e com uma parafusa elétrica, claro. Esse ano que comecei a aprender alemão e descobri que apesar de parecer, não é tão difícil assim, e é muito legal acompanhar a evolução e conseguir entender as pessoas – mesmo que sejam em coisas simples. Esse ano recebemos visitas de alguns amigos e família, e vimos alguns outros por Skype também. Fizemos também novos amigos, brasileiros e não brasileiros. Não foi um ano que conseguimos viajar muito, mas conseguimos viajar duas vezes e foi bem legal.

Foi em 2017 que pude me conhecer melhor – e ainda continuo – e teve seus altos e baixos. Teve vezes que a saudade apertou, teve vezes que nada me fez sentido. Esse ano comecei acreditar em coisas que pensei que nunca acreditaria, li livros que me completaram, mudei de opinião algumas vezes. Não só de opinião, mas também mudei meu cabelo, meu guarda roupa e meu estilo de vida. Esse ano maluco, 2017, termino completamente diferente de como comecei, mas preparada (ou me preparando) pro que 2018 pode me trazer.