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Coisas que acontecem no meu dia dia, na minha vida e tags pessoais que vou compartilhar para que você possa conhecer um pouquinho de mim.

O Natal

Natal pra mim sempre teve um sentimento de abraço no coração.
Desde que me lembro, o Natal sempre foi sinônimo de casa cheia, bagunça e comilança. Quando criança, os primos que moravam no Paraná passavam as férias de dezembro em casa, então a bagunça se estendia pelo mês inteiro. Era correria de criança, pastel de feira, balanço na rede e colchões espalhados pela sala da casa da vó acompanhados de Jô Soares.

Mais próximo do Natal, iniciavam os sorteios do amigo secreto. Sorteios, no plural mesmo, porque nunca dava certo na primeira vez. Esses, normalmente acompanhados de café da tarde com pão fresco da padaria – que a criançada ia buscar -, mortadela e cuscuz que a vó fazia.
Alguns dias antes do Natal, a família se aventurava em shoppings a procura dos presentes ainda não comprados. Um dia antes do Natal, as tias se revezavam entre os quartos para embrulhar os presentes de Natal. E tinha a tia que sempre esquecia dos embrulhos e acabava embrulhando os presentes com papel presente que sobrara dos outros ou como alternativa final, o jornal. Todas as crianças sempre ganhavam um presente, ainda que fosse uma calcinha colorida pra passar o ano novo.

Pra ceia cada um fazia um prato e levava. A gelatina colorida que sempre tentávamos e poucas vezes deram certo. A salada de fruta cortada nos últimos minutos antes da ceia. As frutas cortadas em zig-zag pra enfeitar a mesa de Natal. Batida de vinho com leite condensado, batida de abacaxi, champanhe Cereser e a boa e velha cerveja acompanhavam a ceia. Nunca teve cadeira pra todo mundo sentar e comer junto, mas sempre teve espaço e comida para todo mundo que aparecesse.

Normalmente, o Papai Noel aparecia logo depois da meia noite, distribuia os presentes para as crianças – uma a uma – e depois ia embora, dando lugar para o amigo secreto. Esse se prolongava até depois da 1 da manhã, com muitas risadas e gritos de “é marmelada” acompanhando os que sempre se tiravam ao longo dos anos. No final da noite, já com os presentes ganhos e a barriga cheia, todo mundo ia para suas casas dormir, para depois se encontrar no outro dia com o almoço com as sobras do jantar, acrescido de mais algumas coisinhas.

Natal sempre foi assim, com essa cara de família; com essa nossa bagunça.
Mas esse ano vai ser diferente.
Esse ano começamos novas tradições, criamos nossa própria ceia com amigos, que agora são também nossa família. Não importa onde ou com quem eu passe o Natal, mas essa data para mim vai ser sempre uma data que enche o peito, que aquece o coração, que acolhe.

Fez um ano de Berlim

Há mais ou menos um ano atrás estávamos nós no Brasil cuidando dos últimos detalhes; vendendo as coisas que tínhamos, fazendo algumas lembranças caber na mala, passando o maior tempo que podíamos com amigos e família. Decidimos que viríamos para Berlim, e aqui estamos um ano depois. Foram nos primeiros dias do ano que vi os primeiros flocos de neve caindo, o dia acabando logo cedo e crianças andando de trenó. E logo no começo de 2017 que voltei pro Brasil pra trazer o Pickles para cá e passamos um belo de um perrengue. Esse ano vi as estações aparecendo, com direito a chuva de pólen na primavera, sol até as 22h no verão e  folhas douradas caindo no outono. No verão desse ano, aliás, que aprendi a andar de bicicleta e que colhi tomates que eu mesma plantei.

Foi esse ano que nos mudamos três vezes de casa até acharmos uma que talvez seja a definitiva. Montamos móveis com nossas próprias mãos – e com uma parafusa elétrica, claro. Esse ano que comecei a aprender alemão e descobri que apesar de parecer, não é tão difícil assim, e é muito legal acompanhar a evolução e conseguir entender as pessoas – mesmo que sejam em coisas simples. Esse ano recebemos visitas de alguns amigos e família, e vimos alguns outros por Skype também. Fizemos também novos amigos, brasileiros e não brasileiros. Não foi um ano que conseguimos viajar muito, mas conseguimos viajar duas vezes e foi bem legal.

Foi em 2017 que pude me conhecer melhor – e ainda continuo – e teve seus altos e baixos. Teve vezes que a saudade apertou, teve vezes que nada me fez sentido. Esse ano comecei acreditar em coisas que pensei que nunca acreditaria, li livros que me completaram, mudei de opinião algumas vezes. Não só de opinião, mas também mudei meu cabelo, meu guarda roupa e meu estilo de vida. Esse ano maluco, 2017, termino completamente diferente de como comecei, mas preparada (ou me preparando) pro que 2018 pode me trazer.

Algumas novidades

Alguns dos desenhos que faço, sempre penso que ficariam bons em quadrinhos, na parede da sala ou na mesa do computador e alguns amigos também tem me falado isso. Aí eu decidi deixar esses desenhos que me brilham os olhos disponíveis para download. Então criei uma página aqui no blog e coloquei alguns desenhos em PDF. Só entrar no menu no cabeçalho e clicar para Download na imagem.

E fiz a mesma coisa com o Planner 2018.
Sempre faço um planner pra usar mensalmente e dessa vez fiz de forma editável, pra usar direto no computador. Pra quem quiser imprimir, só clicar na imagem e baixar o PDF e pra quem quiser usar no computador, que nem eu, já tá pronto!

Pra quem quiser contribuir com qualquer valor, só clicar no botão “DOAR“.

Fiquem sempre de olho, que vou sempre renovar os desenhos.
Espero que vocês gostem e aproveitem!

lá lá lá lá

Ouça a voz que vem de dentro
Aquela vozinha que fora esquecida e deixada de lado
Diante de todas as vontades que o mundo lhe forçou
Diante de um ego cada vez mais alimentado

Ela enfraqueceu e se escondeu
Mas ainda está aí dentro

Cale as vozes que vem de fora
Que não são parte de você
Ou ao menos não são parte do seu eu sincero

Escuta a vozinha
Ainda que tímida, escondida
Aumenta o som dela, dê coragem
Deixa essa voz sair
Deixa ela aparecer
Te conhecer, viver o mundo

Essa vozinha pode te mostrar um mundo
que você nunca imaginou conhecer

Felicidade é…

Você sabe o que é felicidade? Eu não sei.

As vezes felicidade pra mim é ficar em um lugar legal, bonito, tranquilo e ficar gastando umas horas fazendo nada por lá. As vezes é comer uma comida que não comia a tempos ou aquele tempero de família gostoso que tem sabor de aconchego – um pirãozinho da mãe, cuscuz da vó. Me vejo feliz quando eu vejo as pessoas que gosto sorrindo, se divertindo. É acordar com meu cachorro me empurrando da cama com a maior cara de preguiça do mundo, é fazer comida e dar tudo errado, passar uma tarde tomando café com a família, ouvir histórias antigas das tias. É as vezes ficar quietinha na minha só lembrando das coisas que me fizeram sorrir, rever fotos, relembrar momentos, viagens, situações. Conseguir fazer um desenho e gostar resultado final, ir no parque e ver vários cachorrinhos felizes por lá, ficar em casa vendo os filmes que eu gosto.

Pra mim a felicidade é muito mais do que alguma coisa a ser alcançada. Será que é possível alcançar um nível de felicidade plena!? Olha, não sei… Mas pra mim é mais como um estado de espírito, sabe? Você pode estar feliz por muitos dias ou só em alguns momentos. Vai de cada um buscar o que lhe traz felicidade. São situações que enchem meu coração, que deixam minha alma mais leve, que me dão a sensação de que estou fazendo a coisa certa (e que o resto do mundo que se dane).

Então invés de ir atrás da felicidade, vou buscar tê-la perto de mim todos os dias. Nos momentos mais banais, nos especiais também, no trabalho, nas pessoas que quero perto de mim. Quero estar rodeada dos momentos felizes, e isso pode até não ser felicidade, mas definitivamente são essas coisas que eu quero pra mim.