Ma mãe querida, meu coração por ti bate…

O primeiro dia das mães que me recordo era quando eu era bem pequenininha e ainda estudava na pré escola. Tinha uma apresentação surpresa para as mães e tinha que entregar um bilhetinho para os pais. E eu, como boa Daya Lima que sou, estraguei tudo e entreguei para minha mãe. Nessa mesma apresentação, eu e todas as outras pequenas criancinhas da minha sala, cantávamos para nossas mães:

“AI MAMÃE, MAMÃE… EU TE LEMBRO CHINELO NA MÃO, O AVENTAL TODO SUJO DE OVO, SE EU PUDESSE EU QUERIA OUTRA VEZ MAMÃE, COMEÇAR TUDO TUDO DE NOVO”

Mais tarde, nas outras séries, cantamos outras musiquinhas e tiveram outras apresentações. Já fiz cartões com cartolina e frases bonitinhas, já fiz um porta chaves com uma flor de desenho que mais parecia um ovo frito, já fiz poemas, já entreguei café na cama, já acordei minha mãe aos beijos.

mãe

Depois de adulta, todos os recadinhos e musiquinhas foram trocados por outros grandes presentes. Na adolescência brigava bastante com a minha mãe tentando ganhar mais independência e espaço. Mas a gente cresce, e depois de grande a nossa relação foi mudando, ficamos mais próximas e nos encontramos dentro dos nossos gostos e desgostos.

Depois de sair de casa, minha relação com a minha mãe nunca foi tão boa. Ficamos muito mais próximas do que jamais imaginaríamos que fosse, passamos horas conversando sobre coisas da vida, tomo conselhos, ganho pirão de um jeito que só ela sabe fazer, fazemos planos, fazemos nada. E todo aquele carinho de quando era criancinha, de quem só queria fazer surpresa e fazer bonito pra mamãe volta nesse dia das mães.

Sem presentes, só presença. Conexões, laços e amor.
E que o dia das mães (e todos os outros dias) também seja assim.

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