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Trinta

Eu sempre achei que quando eu chegasse nos 30 anos eu ia ser muito adulta. E talvez por isso eu sempre tive meio que medo de chegar aos 30, porque eu nunca me sentia perto de toda essa “adultisse”.

Sempre fui muito molecona, brinquei até mais do que se espera de uma criança, não levava as coisas muito a sério para o desespero dos meus pais. Pra mim crescer envolvia muito mais responsabilidade do que diversão. Achava que quando virasse oficialmente adulta, ia virar um desses adultos chatos, sérios. Mas não é bem assim. A responsabilidade vem – junto com os boletos pra pagar-, mas vem também a liberdade, as escolhas, a maturidade… ah, como é bom olhar pra trás e ver o quanto mudei.

A vida pode ser divertida, e até mais do que era. É bem clichê mas é verdade: a idade tá na nossa cabeça. Só é limitante quando a gente deixa ser, só é pesada quando a gente coloca esse peso. Tá certo que o corpo cede algumas vezes, mas é o preço a se pagar.

O que seria um desespero pra mim há 10 anos atrás, estar com 30 mais perdida do que quando vim ao mundo, sem filhos, sem trabalho, hoje é um dos motivos da minha alegria. Provavelmente daqui há 10 anos vou olhar pra trás e me sentir uma idiota, e isso é ótimo.

Sigo na vida correndo atrás do meu sonho de criança: ser o pato Donald.

You used to call me on my birthday

Quando era criança aniversário era sinônimo de brinquedos, bolo, docinhos e coxinha.

Amo coxinha e quando era pequena comia que nem esgoelada – talvez não tenha mudado muito na vida adulta – e se você conhecer alguma tia minha ela vai contar que eu ficava com duas coxinhas na mão e uma na boca.

Fazer aniversário era juntar com os primos, cortar bolo, fazer desejo pra ganhar Barbie no Natal. Era comer bolo da Socorro com cobertura de chantilly em forma de palhaço, em forma de coração. Comer brigadeiro depois do parabéns e abrir sacolinha surpresa. Usar chapeuzinho, vestir dentadura de vampiro, esperar o bexigão estourar para pegar a maior quantidade de balas possível.

Depois que cresce aniversário significa não comemorar tanto assim. Ganhar roupas, fazer só um bolinho pra família pra não passar em branco. Receber ligações das tias, primas, amigas mais próximas. Ganhar scrap no Orkut e quem sabe testemonial. Era poder ficar até um pouco mais tarde com os amigos em algum lugar barato e conversar até a boca cansar de falar. É cantar “com quem será” no final do parabéns e esperar que o par seja o crush.

Quando se cresce mais um pouco, aniversariar é envelhecer. É ganhar mais responsabilidades, querer esconder a idade, ficar triste por mais um ano ter passado. Pensar na vida, colocar os pesos na balança, fazer a famigerada reflexão. Mas também é comemorar com os amigos, beber, dançar, jogar conversa fora. Encontrar a família, relembrar histórias de aniversários passados, comer sem culpa e quase nunca ganhar presentes.

E assim completo mais um ano de vida, mais um ano pensando se ganharei os presentes que escolhi no Natal, mais um ano que vou apagar as velinhas fazendo um desejo que não me lembrarei depois, mais um ano com meus amigos, mais um ano com minha família.
E quem sabe se eu der sorte, acabar numa festa com duas coxinhas na mão.

Sobre 27 anos

No dia 01 de novembro completei mais um ano de vida. Normalmente nos meus aniversários eu não sou a pessoa mais feliz do mundo, e muitas vezes acabo chorando ou caída no chão (de bêbada ou porque me derrubam). Mas esse ano tentei algo diferente: ficar de pé feliz por fazer aniversário.

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Quando era criança lembro de gostar bastante de fazer aniversário, mas acho que toda a criança gosta, afinal de contas tem presente, tem bagunça, tem doces e comidas liberadas (sem ser julgada se vou comer demais). Depois de grande, acho que com uns 20…22, fazer aniversário já não era uma coisa tão agradável, porque começava a pensar e via que – mesmo sendo jovem – meu tempo estava passando e talvez eu não estivesse fazendo tudo o que eu queria da vida.

20151030_220712-ANIMATIONOs pensamentos passam de ser “o que eu posso fazer ainda?” para “AI MEU DEUS EU AINDA NÃO FIZ ISSO!“, e a mente começa a fazer uma corrida contra o tempo. Na cabeça começa a aparecer listas e listas que nunca acabam e tenho sempre a sensação de que estou atrasada para fazer alguma coisa, de que um domingo jogada no sofá é terrível e inadmissível.

Mas parando para pensar esse ano, vi que isso é pura noia e que sim, o tempo está passando, mas eu não estou perdendo tempo. Estou fazendo minhas coisas, talvez não como imaginava quando tinha 18 anos, mas estou fazendo muito do planejado. Viagens, saída com amigos, sair de casa e ter uma vida nova são coisas que fiz esse ano e me deixaram muito feliz.

No final das contas, ao invés de olhar o lado negativo do que eu não fiz, to olhando o lado da balança do eu que fiz eu esse ano e que foi bom. Claramente existe coisas que fiz que não queria ter feito ou deveria ter pensado melhor, mas fico feliz ao avaliar que essas são as minorias.

Ficar mais velha não é o final do mundo afinal de contas, é só mais um ano com muitas histórias e conquistas e espero que nos próximos anos essas conquistas aumentem e que quando chegar meu próximo aniversário eu consiga ficar extremamente feliz por ter amigos, brigadeiros e coxinhas!

E ai que eu achei que tinha gravado um vídeo maneiro (mostrando que estou ficando velha utilizando gírias antigas) sobre ter 27 anos, mas durante a festa, veio um amigo e gravou um melhor, que é esse aqui:

Los Hermanos

Se tem uma coisa pela qual peguei amor, esse alguém (ou alguéns) é o Los Hermanos. Quando tocavam Anna Julia, meus primos mais velhos ouviam e passei a ouvir também. Já estavam no segundo disco da carreira, e achei bem legais as músicas deles, e aí agreguei pra vida. Talvez não tenha sido amor a primeira vista (já que a primeira era Anna Julia, e já tinha dado no saco), mas nas demais vistas – ou ouvidas – eles ganharam meu coração e agora já não sei viver sem.

Pra todos os momentos da vida tenho uma música do Los Hermanos pra linkar: momentos de reflexão, de alegria (sim, eles tem músicas alegres ou que me deixam bem pra cima), pra muitas fases pensativas. E, as vezes sem querer, algumas músicas passaram a fazer parte da vida – como foi o caso da música Pois é, que me trouxe más notícias enquanto a ouvia, ou da Cadê Teu Suim que me trouxe boas risadas ao seu som.

Acho que tava bem felizinha nesse show!

Acho que tava bem felizinha nesse show!

Tem gente que odeia, mas fazer o que? Não sou pastora de Igreja Evangélica para converter ninguém pro Team Los Hermanos, mas quem gosta de verdade, sabe do que eu to falando. Eles encerraram a carreira há 12 anos e depois disso fizeram mais uma turnê em 2012. No começo desse ano, pós carnaval, eles anunciaram uma nova turnê e como toda boa fã, fui também. Uma das melhores partes da turnê desse ano, é que foi bem no dia do meu aniversário, no Rio de Janeiro, no camarote e open bar!

E, enquanto comprava os ingressos em Março, nem imaginava que minha vida ia mudar como mudou e eu faria o curso do Decola e precisaria ter #30ideias30dias. Mas como nada nessa vida é pura coincidência, nada mais justo do que colocar o show do Los Hermanos juntamente da tag #30ideias30dias.

 

E pra quem gosta, ou quer conhecer, ou quer rever… O vídeo dessa turnê 2015, que foi gravada aqui em São Paulo, no Anhembi:

Rio de Janeiro


Desde a primeira vez que fui ao Rio, me apaixonei por ele. Todo mundo sempre dá uma arregaladinha de olho quando falo que vou pro Rio, me manda tomar muitos cuidados e não levar muitas coisas pra praia, mas na verdade o Rio não me deixa tão insegura quanto outras cidades do Brasil. Não me entenda mal, não estou dizendo que o Rio de Janeiro é seguro, mas não é tão perigoso como muitas regiões de São Paulo. Como diria meu antigo chefe, quem tem medo do Rio normalmente tem a cara de assaltado hahaha.

E desde quando comecei a visitar o Rio, não parei mais, e sempre procuro ir pra lá uma vez no ano. No ano passado, acho que chegamos a ir umas 5 ou 6 vezes, mas esse ano (ano de crise hahah), acabamos indo só duas vezes.

Vista da Marina da Gloria

Nas primeiras vezes eu fui bem como turista, subi no Cristo, fui no Pão de Açúcar, tirei fotos com a estátua do Drummond, fui em todas as praias conhecidas, comprei biscoito Globo, subi o morro, comi empada… Enfim, fiz o que todos os turistas fazem, mas as ultimas vezes vamos conhecendo o Rio como cariocas, e tentamos fazer passeios do dia-dia e aproveitar mais a cidade.

Essa ultima vez, entretanto, como era meu aniversário, acabamos sendo um pouco turistas. Fomos tomar um brunch no Forte de Copacabana – que é muito mais fila e fama do que o que realmente é, fomos em um pub pop pra comemorar a noite – tem cervejas especiais, hambúrgueres ótimos, porém não tem cara de pub que nem os de SP –  e, passamos o dia na praia na tentativa de nos bronzear – intercalando entre Copacabana e Ipanema (poxxto 9). Mas a cada ida ao Rio, renovo minhas energias e sei, que em um futuro, vou morar lá por um tempo! E pra essa viagem, vai mais uma pra conta do #30ideias30dias – que já está no final!

Fotos dessa estadia, porque não…