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adeus 2019

comecei o ano sentindo que ia ser pesado e boa parte disso por conta das notícias vindo dos resultados das últimas eleições do Brasil. não sabia que ia me afetar tanto quanto afetou emocionalmente, mas mais tarde descobri os porquês em algumas sessões de terapia. que ano intenso. foi o ano que mais me descobri, e descobri ainda assim que não sei quem eu sou. sentar frente a frente comigo mesmo, tocar em feridas abertas e abrir feridas que eu sequer sabia que existia foi intenso. mas também foi bom. foi o ano que eu me senti desconectada do mundo também. um ano em que muitas vezes me senti sozinha, mas também mais tarde descobri que faz parte do meu processo. provei da solidão e da solitude. um ano em que mais uma vez pude ter parte da minha família por perto. o qual eu pude viajar e conhecer novos lugares. tomei sol – muito sol. vi o mar. me diverti. construí coisas. sorri. fiz tatuagem. comi muita coisa boa. li. como eu li esse ano. acho que nunca li tanto quanto esse ano. e aprendi tanta coisa. foi um ano estranho. um ano complexo. um ano em que plantei semente dentro de mim.um ano em que morri. mais de uma vez. e renasci algumas outras vezes. um ano de inseguranças. de auto conhecimento. de reflexão. de aprendizado. de finais de ciclos. de começos de outros. de ideias. de revoltas e revoluções. internas. externas. não to preparada pra 2020, mas quero que venha logo e me movimente mais um pouco. como em alguma das minhas leituras dizia: não quero uma vida feliz, quero uma vida interessante.

2017, um ano de transformação

2017 foi um ano de metamorfose.

Foram 12 meses de transformações, começos e recomeços, de despedidas, reencontros, muitos sorrisos e muitas lágrimas, conexão, descobrimento – o maior deles, sobre eu mesma.
Foram 12 meses que encontrei em mim uma criança, com olhar de descobrimento de um novo mundo, desbravando o desconhecido – e muitas vezes tendo medo disso-, experimentando novos sabores, novas experiências.
Foram 12 meses que também encontrei em mim uma mulher, me livrei de algumas âncoras, encontrei poder dentro de mim, procurei saídas e soluções – que vezes encontrei, vezes não -, amadureci ideias, pensamentos, atitudes, opiniões.

Durante esse ano preenchi alguns espaços que ficaram vazios.
Inspirei novos sentimentos.
Descobri que vida não segue planos.
Não foram tudo flores.
Não foram tudo espinhos.

Foi um ano um tanto esquisito; um ano que não fiquei confortável, mas todo esse desconforto me fez amadurecer. Termino esse ano convencida que cresci bastante e eu encontrei eu mesma dentro de toda essa bagunça. O ano termina e eu saio dele completamente diferente de como entrei, e fico muito feliz com isso tudo.