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United Buddy Bears

Tal qual como a Cow Parade que teve em NY, aqui em Berlin é possível encontrar espalhados pela cidade o Buddy Bär, que são as estátuas de ursos de 2 metros estilizada por vários artistas diferentes.

Em 2002, foi implantada uma ideia posterior a esse projeto, o círculo dos United Buddy Bears. Essa virou uma exposição de arte internacional, onde cada urso passou a representar um país reconhecido pela ONU, onde cada urso foi estilizado por um artista do país representado.

Quando colocado lado a lado, eles formam um círculo (denominado pelos criadores como The Art of Tolerance). Levando o slogan “Precisamos nos conhecer melhor, porque então poderemos nos entender mais, confiar mais uns nos outros e conviver melhor” , a exposição pretende despertar a reflexão a respeito de uma convivência pacífica mútua entre os povos

E desde 2002 essa exposição tem dado a volta no mundo. No Brasil, em 2014, o Rio de Janeiro foi agraciado com a exposição dos ursos no período da Copa do Mundo.

E pra quem está em Berlin, é possível visitar a exposição na Wittenberg Platz em frente a KaDeWe, com os ursos em tamanho menor (United Buddy Bears-The Minis), porém transmitindo a mensagem com a mesma importância. A exposição fica até dia 14 de agosto e vale a pena a visita 🙂

E esse é o Buddy Bär Brasilianer

 

The summer is coming

Fazem seis meses que nos mudamos para Berlin, e passamos por três estações diferentes. Chegamos aqui no inverno, passamos pela primavera e amanhã começa o verão. Digo que até agora conhecemos duas Berlin’s diferentes.

Inverno

Quando chegamos no inverno sofremos com o choque do frio. No Brasil faziam 35 graus e aqui nem 5. Quase não se viam pessoas na rua, os dias bem curtos e a temperatura caindo cada vez mais. Bota, sobretudo, segunda pele, cachecol e touca eram os itens mais que essenciais para sair de casa. Mas passamos pela emoção de ver a primeira neve caindo, ver aquele tapete de neve se formando pelas calçadas, os lagos congelados e virando pista de gelo. Os dias em sua maioria de céu cinza, mas quando aparece um dia de céu azul, a paisagem toda muda, todo mundo aproveita a luz do e todo mundo fica com um sorriso no canto da boca.

Primavera

Alguns meses depois a primavera chegou, e chegou mesmo. Logo nos primeiros dias já dava pra ver algumas folhinhas verde por aí. Uma temperatura um pouco mais elevada, dias mais longos e o sol começava a aparecer mais frequentemente. De repente, as pessoas começam a aparecer, as bikes surgiram em todas as ruas, e pouco a pouco, as mesas foram colocadas na calçada de bares e cafés. Acompanhamos uma “chuva de pólen”, os dias ficando cada dia mais longos, frutas e verduras aparecendo nas prateleiras e as flores aparecendo em todos os lugares.

Nessas duas Berlin’s que vivemos, aprendemos a aproveitar o tempo, o dia, a valorizar os dias de sol, a se conectar com a natureza. Pode parecer clichê, mas esse tempo aqui serviu para valorizar as pequenas coisas da vida. Um dia no parque com amigos, picnic’s/churrasco no parque, passeios longos, aproveitar um dia ensolarado, enfim. Amanhã chega o verão e estamos prontos para talvez conhecer uma nova Berlin <3

Teufelsberg

Hoje fui  conhecer a Teufelsberg, também conhecida como Montanha do Diabo. Não porque o demônio mora por lá, nem por nada relacionado a ritos satânicos, mas pelo significado das palavras mesmo: Teufel significa diabo e Berg significa montanha. Aqui em Berlim quase não existe subidas, mas essa montanha é exatamente uma das excessões. montanha.

Teufelsberg fica em Grunewald em uma “montanha” no meio da floresta.
Inicialmente o prédio começou a ser construído pelo governo nazista e seria uma escola técnica militar nazista. Aí a guerra acabou e tentaram demolir o prédio – mais de uma vez- , mas não conseguiram, e o lugar virou o lixo dos escombros da segunda guerra. Daí com todos esses entulhos, a pilha de lixo virou uma montanha. Daí mais pra frente, os americanos resolveram usar a agora montanha para construir uma torre de espionagem para espionar os comunistas do leste. E depois da queda do muro, a torre foi abandonada. 

Pra chegar até lá, tem a opção de carro (que sinceramente não faço ideia de como é) e de metro (Pegar o S1 para Grunewald e caminhar pela floresta). A caminhada durou cerca de meia hora e como o dia tava bom, não tivemos maiores problemas. Então, pra chegar até lá por esse caminho, roupas e sapatos confortáveis e uma garrafinha com água são uma boa pedida, até porque  não tem muito milagre.

Chegando lá, a entrada cobrada foi de 8 euros.
O lugar é todo grafitado (ALOO DÓRIAA) e cheio de vida e inspiração. Cada andar que você vai subindo tem novos desenhos, alguns com temas recentes e dá pra ir explorando os “cômodos”lá dentro. Uma coisa legal a se fazer é subir até a cúpula que faz um eco danado e ficar brincando por lá. Lá de cima é possível ver a cidade quase que inteira e ficar alguns momentos nos domos do prédio curtindo uma vibe.

Na parte de baixo, tem um bar, banheiro (químico) e vende alguns snacks também. Como é primavera e o dia tava bem calor, tinham algumas cadeiras de praia espalhadas (não sei se isso acontece sempre). Enquanto estávamos por lá, um grupo de latinos começaram a dançar algumas músicas e tudo se tornou um clima de festa bem gostoso e tão natural.

A visita foi super ótima e foi ótimo ter passado um dia – ou no caso, uma tarde – por lá. Super vale a pena o passeio em uma Berlim diferente.

StrandBad Wannsee

Quem diria que teria praia em Berlim? (Eu diria, pois já tinha dado uma pesquisada nisso). Essa ultima semana fomos surpreendidos com uma onda de calor extremo e os termômetros chega marcaram 30 graus aqui em Berlim. Aparentemente é bastante incomum fazer calor ainda na primavera, mas como estávamos todos carentes do sol, não reclamamos.

Amo praia e com todo esse clima de verão, levamos nosso corpinho para um banho de sol na praia aqui de Berlim, a StrandBad Wannsee. Aqui não tem mar, então a praia é banhada por um rio, no caso o Wannsee – então não tem o corpo salgado do mar. Essa praia parece um clube fechado, inclusive é necessário pagar a entrada (5,50 EUROS) e dependendo do dia, se preparar para uma pequena fila na entrada (e as vezes na saída). É proibido entrar com narguile, garrafas de vidro, patins e bike. De resto, tem as mesmas coisas: areia, aluguel de cadeiras e guarda sol, lugar para comprar comida, pode tomar cerveja ou levar sua própria e o mesmo vale pra comida.

Ainda tem espaço para relaxar além da praia, com bastante árvore e verdes, banheiros com vestiário e duchas no delongar da areia. No lago é possível ver vários caiaques e barquinhos passeando, pessoas fazendo stand up paddle e muita gente com aquelas bóias gigantes. Ainda lá, há uma separação para quem é naturalista (a famosa praia de nudismo) e para quem não é.

O melhor é que dá pra chegar na praia de metrô e no caminho para lá da pra identificar muita gente indo pra lá, com chinelos, chapéu e uma sacola com lanches e bebidas pra aproveitar o dia. Sim, alemães gostam de levar seus lanches e bebidas para quase todos os lugares.

Ah, lembrando que os alemães tem uma relação com a exposição da imagem diferentes da dos brasileiros, e normalmente em lugares como praia, piscinas e parques, eles não ficam tirando fotos e nem permitem que se fique tirando fotos. E nota-se claramente na praia, onde ninguém fica com celular por perto e fica só aproveitando o lugar.

Nossa primeira experiência foi bem gostosa, apesar do sol que nos deu uma canseira. Dependendo do calor, dá pra passar um dia bem gostoso por lá e nos próximos dias de calor, com certeza voltaremos para repousar nossos corpinhos 🙂

 

Um dia deveras berlinense

O sol aparece e as pessoas saem de casa, que nem as formigas quando um formigueiro cutucado por uma varetinha. Quando tem dia de céu limpo então, as pessoas dominam os parques e qualquer graminha que tenha um solzinho. Isso acontece desde que começou o horário de verão – e não precisa necessariamente estar calor.

Sempre amei sol, ainda mais seguidos de dias (as vezes meses) nublados e/ou chuvosos.
Aprendi a vê-lo com mais prazer ainda e já sou adepta ao estilo alemão de repousar meu corpinho e minhas ideias numa canga estendida em uma graminha.

No final de Abril, logo depois da Páscoa, as araras de chocolates são substituídas por pacotes de carvão. A geladeira ganha espaço para carnes prontas para Grill, hambúrgueres moldados, molhos especiais e  pães recheados. Descobrimos que os berlinenses são adeptos ao churrasquinho. Mas aqui não tem varanda gourmet nem churrasqueiras no prédio, então a Grill Party acontece nos parques, o que torna tudo mais divertido.

Não são todos os parques e nem todos os lugares dos parques que é permitido fazer churrasco. Mas existe uma área de grill (Grillplatz) com placas e informações pra não dar bola fora na hora de armar a churrasqueira no lugar errado – sim, demos essa bola fora. E por falar em churrasqueira, existem vários tipos e de vários preços (que seja fácil para carregar e montar), mas existe também nos mercados as churrasqueiras descartáveis, que são ótimas para não ficar por fora e aproveitar os dias de sol.

Claramente o churrasco berlinense não é igual o brasileiro: não tem picanha, farofa, arroz e salada de maionese. Mas tem uma variedade de espetinhos queijo, milho, salsichão, pão de alho, enfim, não faltam coisas para levar para a churrasqueira – e há sempre a opção de preparar os próprios espetos!

Daí é só juntar a galera, levar algumas cangas, sua bebida preferida (lembrando que a bebida vai ficar quente, então tem que saber escolher), reunir os amigos e cachorros e curtir a tarde de boas no parque. Aproveitamos ainda mais o dia com o horário de verão – escurece lá pelas 21h – e tivemos um dia deveras gostosinho, num clima bem berlinense (e o custo bem baratinho).