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Desejos para 2018

se despenteie
se conheça
faz aquela maquiagem que você sempre quis
e desmaqueia tudo depois

fique nua, ande pela casa como se fosse sua passarela
visite suas curvas
passeie pelos seus traços 
seus sinais de nascença
suas pintas, sardas

descubra seus gostos
o que te faz sexy
põe um moletom largado
põe a roupa que se sentir a vontade
sinta-se a vontade com você mesmo

se olhe no espelho
faça um carão
jogue o cabelo
tire fotos

se descubra
se permita.

Fez um ano de Berlim

Há mais ou menos um ano atrás estávamos nós no Brasil cuidando dos últimos detalhes; vendendo as coisas que tínhamos, fazendo algumas lembranças caber na mala, passando o maior tempo que podíamos com amigos e família. Decidimos que viríamos para Berlim, e aqui estamos um ano depois. Foram nos primeiros dias do ano que vi os primeiros flocos de neve caindo, o dia acabando logo cedo e crianças andando de trenó. E logo no começo de 2017 que voltei pro Brasil pra trazer o Pickles para cá e passamos um belo de um perrengue. Esse ano vi as estações aparecendo, com direito a chuva de pólen na primavera, sol até as 22h no verão e  folhas douradas caindo no outono. No verão desse ano, aliás, que aprendi a andar de bicicleta e que colhi tomates que eu mesma plantei.

Foi esse ano que nos mudamos três vezes de casa até acharmos uma que talvez seja a definitiva. Montamos móveis com nossas próprias mãos – e com uma parafusa elétrica, claro. Esse ano que comecei a aprender alemão e descobri que apesar de parecer, não é tão difícil assim, e é muito legal acompanhar a evolução e conseguir entender as pessoas – mesmo que sejam em coisas simples. Esse ano recebemos visitas de alguns amigos e família, e vimos alguns outros por Skype também. Fizemos também novos amigos, brasileiros e não brasileiros. Não foi um ano que conseguimos viajar muito, mas conseguimos viajar duas vezes e foi bem legal.

Foi em 2017 que pude me conhecer melhor – e ainda continuo – e teve seus altos e baixos. Teve vezes que a saudade apertou, teve vezes que nada me fez sentido. Esse ano comecei acreditar em coisas que pensei que nunca acreditaria, li livros que me completaram, mudei de opinião algumas vezes. Não só de opinião, mas também mudei meu cabelo, meu guarda roupa e meu estilo de vida. Esse ano maluco, 2017, termino completamente diferente de como comecei, mas preparada (ou me preparando) pro que 2018 pode me trazer.

Meu cabelo enrolado

Quando era pequena, minha família sempre se referia a mim como a “menina dos cabelos lisos”. Sempre ouvia “o cabelo da Daya é bom”, “seu cabelo lisinho é lindo”, e coisas assim. Mas a vida de adolescente me trouxe vários hormônios, com ele muitas espinhas, mudanças no corpo e claramente, mudanças no meu cabelo.

Meus cabelos que eram lisinhos, começaram a ficar encaracolados e como eu nunca tinha lidado com uma situação dessas, isso passou a ser um problema. Eu, que sempre tive o cabelo lindo e liso e não poderia ter outro tipo de cabelo, não é mesmo? Então, quando o meu cabelo começou a mudar muito, comecei a passar a famigerada chapinha para mantê-los lisos.

Já na adolescência, tinha o cabelo gigante (além de super volumoso) e minha rotina em dias de lavá-lo era secar e passar a chapinha em tudo aquilo. Depois que a vida mudou um pouco, passei a trabalhar e ir para a faculdade e o tempo gasto para alisar todo aquele cabelo era surreal, então decidi cortar as madeixas. Mesmo com o comprimento menor, os cuidados para o cabelo curto eram os mesmos: lavar, secar e chapinha.

Aí a tecnologia capilar foi avançando e não demorou muito para a progressiva chegar nos salões e claramente nos meus cabelos. Entre progressivas, tinturas, praias e descolorações, já nem conhecia mais a forma real do meu cabelo, se ele era liso, crespo ou cacheado. Em 2015, dentre todas as mudanças da vida, resolvi que não ia mais gastar dinheiro com todos esses tratamentos que só estavam detonando meus fios e parei de fazer progressiva. Demorei mais alguns meses, e deixei a loirisse um pouco de lado também.

Ainda em 2016, eu resolvi que não queria ter a mesma cara, o mesmo corte de cabelo e a mesma californiana que todo mundo tem. Fui cortando o cabelo aos poucos até que cortei acima dos ombros tirando quase toda a tintura e todo o resto de progressiva, mas ainda não conseguia me ver com o cabelo encaracolado (que é a forma real dele). No dia do corte, a cabeleireira me mostrou meus cabelos enrolados mas não conseguia – e muitas vezes ainda não consigo – me ver nos cabelos originais.

Bom, de um tempo pra cá, eu já consigo me enxergar mais com os cabelos enrolados do que com os cabelos lisinhos. Talvez esteja numa fase de aceitação do meu corpo/cabelo/jeito e quando vejo meus cabelos bagunçados, os cachos mal formados, vejo mais de mim. Vejo como uma extensão das minhas ideias estivessem saindo das cabeças, como se meu corpo estivesse em sintonia, como se minha personalidade estivesse ali.

Ainda não consigo deixar meus cabelos sempre assim, e sei que grande parte disso é por ainda achar que “ser bonita é ser de um jeito X” e não me aceitar 100% do jeito que eu sou. Mas a grande verdade (de eu ter escrito esse texto) é que cada vez que consigo estar mais a vontade comigo mesmo.

Sem sermão, sem cagar regras, sem nada dessas coisas, hoje só penso que poderia ter tratado melhor do meu cabelo (e isso vale pra outras partes do corpo também) de um jeito que eu me sentisse bem e não porque “tinha que ser”. Se quiser deixar liso, enrolado, colorido ou natural, deixe, desde que essa seja sua vontade.  Aprendo a cada dia que estar bem consigo mesmo é a melhor forma de beleza e foda-se os outros <3

Não foi só um corte de cabelo

Era pra ser um post falando que uma cabeleireira pesou demais a mão no corte, mas no final virou um post de autoconhecimento. Essa história baseada em fatos reais. Algumas vezes eu fico com um fogo no cu desgraçado e faço as coisas no famigerado impulso. Semana passada comecei a namorar um corte de cabelo curtinho e o desejei mais do que cerveja gelada em dias de calor excessivo. Olhei cortes, rostos, poses, salvei várias ideias em boards do Pinterest e na mesma semana consegui horário no cabeleireiro pra passar a tesoura.

Há muito tempo meu cabelo é comprido. Em meados de 2009, quando ainda estava na faculdade, cortei o cabelo bem curto, acima dos ombros, mas depois desse corte revolucionário, só usei longo. Meu ultimo corte foi o famoso long bob, ou seja, tava curto mas ainda assim, tava longo.


imagesMinha cara já tava na mesma há muito tempo e eu queria uma cara nova, e como dinheiro pra plástica nóis num tem, o corte com certeza resolveria esse problema. Falei com a Pree (a cabeleireira) e ela me conhecendo perguntou se era isso mesmo, se podia cortar, como ia usar, etc.. Eu tava muito empolgada e falei pra ela mandar a ver, só que no primeiro corte – caminho sem volta – já me deu um arrepio no coração. Toda a coragem foi embora e só ficou insegurança, desconforto e agonia.

CARA CADÊ MEU CABELO?

Acho que no fim do corte ela percebeu que eu tava meio triste, percebeu que eu talvez não tivesse curtido tanto. Me mostrou as opções de como usar, me deu a opção de me livrar das garras da chapinha e progressiva, me mostrou o empoderamento de um curtinho e a beleza, mas confesso que na hora estava em choque. Não consegui gostar muito, mas não tinha mais o que fazer era eu aceitar o cabelo e esperar crescer.

Tava bonito, tava legal, eu queria exatamente assim, mas fiquei me perguntando o porque eu não tinha gostado. Cabelo novo, cara nova, não precisava mais ficar alisando, os quebrados da tintura e progressiva saíram quase que tudo, e um cabelo que posso usar de vários jeitos.

20160902_171250_001A gente tem no nosso subconsciente (ou no consciente mesmo) que bonito é ter cabelos longos, loiros, lisos e esvoaçantes, cabelos das modelos e atrizes. Mas obviamente isso não é verdade. Em todo o contexto se tem beleza e isso é uma coisa que temos ter na nossa cabeça para nos livrarmos dos esteriótipos que estão por aí. Uma pesquisa conduzida pela Dove, 9 em cada 10 mulheres se sentem pressionadas a usar o cabelo de certa forma que agrade a sociedade, padrões ditados pela mídia, parceiros ou familiares, mas que não necessariamente atendem suas vontades pessoais.

E aí depois disso vi como tava sendo besta otária, que cabelo é só cabelo, que o curtinho é lindo, que eu tava livre dessa beleza imposta (que também é bonita, desde que a pessoa esteja bem com ela). Tirei da cabeça o que me impedia de me enxergar como eu queria e percebi que estava melhor do que nunca. Mudar de cabelo não só meu deu um novo visual, mas também me deu um novo pensamento, me deixou mais bem resolvida comigo mesmo (e rendeu um post, olha só haha). Confiança e auto estima tem que estar na gente, e esse corte me fez lembrar ainda mais disso. Cada um deve viver sua beleza.

5 nojinhos

Todo mundo tem nojo de alguma coisa. Os mais machões vão falar que não, mas no fundo, todo mundo tem. Ou você comeria aqueles insetos fritos da Tailândia? Ficaria de boa se o bebê do seu amigo fizesse coco em você? Entraria descalço no banheiro público? Ok.. Ninguém faria isso, mas o fato é que você tem nojinho de alguma coisa.

Eu tenho muitos nojinhos e vou compartilhar os 5 maiores nojinhos que eu tenho, e tenho que conviver praticamente todos os dias.

1- Ralo da cozinha

Sabe quando tem uma pilha de louça suja, ai você vai lavando e os restinhos ficam no ralo da cozinha? Uii.. NOJINHOO! Principalmente quando tem ovo no meio.. deixa tudo mais gosmento e grudado. Ai você tem que ficar puxando tudo, na maior meleca, pra tirar tudo. E isso é aquele tipo de coisa que você vai fazer todos os dias, não importa qual seja a sua comida, o ralinho da pia da cozinha sempre estará sujo.

2- Ralo do chuveiro

Sempre convivi com maioria de mulheres em casa, então o ralo do chuveiro sempre tinha cabelo. SEMPRE! É muito nojento aquele cabelo molhado lá… E você tem que tirar, senão junta mais cabelo e ai fica mais nojento. É um nojo… Cabelo molhado fora da cabeça dá nojinho. Ele fica se agarrando na gente… ECAA!

3- Cocô de cachorro

Não o cocô por si só, porque pra tirar é só por papel, luva, etc. Mas quem tem cachorro sabe: as vezes o cocô fica pendurado na bunda, e o cachorro sai todo desesperadinho e não consegue tirar. Aí o que você tem que fazer (o mais rápido possível, pra ele não melar sua casa inteira de cocô): puxar o cocô dali. Puxar cocô da bunda do cachorro é muito nojento! Ao mesmo tempo que dá dó dele estar naquela situação, dá nojo de ter que fazer a remoção do ente indesejado.

4- Matar inseto com a mão

Qualquer inseto, mas principalmente pernilongo. Ele tá lá, voando na sua frente, e o instinto fala mais alto, e você dá uma palmada no ar. Quando abre a mão de volta, em uma palma tá o bicho esmagado e na outra o sangue que ele carregava dentro dele. Tem coisa mais nojenta? Tem que esfregar muito a mão depois pra tirar o cadáver dele de você.

5- Pau quente do metrô

Oi? Kkkk Eu não sei como chamar aquilo, sem ser coisas que remetem a pau, poste, segurador… Mas sabe aquilo? Quando você pega, e tá quente… De alguém que ficou por muito tempo com as mãos lá e acabou de soltar, aí você vai e encosta no baguio quente ECAAA. Vale pra tampa de privada quente também… o nojinho é o mesmo, mesmo que você saiba quem usou na sua frente.

5 nojinhos, que se pudesse evitar, a minha vida seria melhor hahaha. E aí, qual o seu nojinho?