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mesa cheia, coração cheio e barriga cheia

fiquei um mês sem fogão, e não foi bom. cozinhar pra mim sempre foi uma válvula de escape. não estou falando de fazer o arroz e feijão de todos os dias, mas sempre que me sinto ansiosa e/ou preciso deixar a cabeça vagar por algumas horas, invento alguma arte (como diria a minha mãe). me perco nas receitas que tenho salvas em um caderno, fuxico alguns livros encalhados, misturo algumas receitas e faço alguns experimentos. nem sempre fica bom, mas são sempre horas que me alegram e me fazem bem.

na minha família, a cozinha sempre foi importante. as maiores lembranças que tenho são em volta da mesa, no café da tarde da casa da minha vó. a gente comprava pães, frios e minha vó fazia cuscuz – do nordestino – e a família se encontrava no final de semana. era conversa jogada fora, risadas, broncas, bagunças, tudo em volta da mesa da cozinha. mesmo depois de minha avó falecer, os encontros continuaram entre tios e primos, seja na hora do café da tarde ou num almoço de domingo. sem falar nos pratos de pirão de frango, do feijão apimentado que meu avô cozinhava, das laranjas que minha vó cortava e distribuía para a netaiada, a cozinha cheia de tarefas distribuídas nas vésperas de natal, a salada de fruta com mil mãos participantes, as receitas de gelatina que sempre davam errado, enrolar docinhos antes das festas de aniversário, fazer “pickles” para acompanhar a cerveja.

trouxe um pouco disso comigo. vira e mexe gosto de juntar alguns amigos em casa e fazer um café da tarde, ou um jantar, ou qualquer coisa que nos deixe em volta da mesa por algumas horas, conversando, rindo e trocando histórias. comida pra mim é alegria e poder compartilhar com quem a gente gosta é melhor ainda.

“a 100 passos de um sonho” junta duas culturas de dois mundos diferentes: o indiano e o francês. de um lado mostra toda a alegria, os laços, a resiliência e luta da família indiana e a sofisticação, arrogância e mal humor francês. além da comida que é o tema principal do filme, a história aborda as diferenças étnicas, a intolerância e ainda tem espaço pra um romance a la sessão da tarde. um filme leve, gostoso, com humor e clichês mas sem ser cansativo. perfeito para um domingo pós almoço.

“street food” é uma série do Netflix que impossível assistir de estômago vazio. e mesmo de barriga cheia, a série dá água na boca. cada capítulo conta uma história diferente com comidas de rua encontradas na Ásia. além de tudo, a imagem da gravação é feita de forma intensa, imagens da comida em câmera lenta, a comida sendo preparada, o fogo, os ingredientes e a história que nos tocam a alma, fazem com que a série seja deliciosa em várias camadas. a comida de rua é mais do que isso, é história, é tradição, é superação, é toda uma vida.

“kitchen stories” é um aplicativo que ultimamente me inspira a fazer receitas novas. bem fotografado, fácil usabilidade, dá pra criar receitas próprias, pra pegar receitas de colaboradores e claro, as receitas do próprio aplicativo. tem receitas para todos os níveis de dificuldade, tempo e ingredientes e tem vídeos de processos para ajudar nas receitas. (em inglês)

Segunda preguiçosa

Complicada segunda feira, quando vem acompanhada de chuva então.
Carrega com ela toda a preguiça em todos os cantinhos do nosso corpo.
Aquele dia que não se quer nem pensar em sair da cama, se enrola e desenrola debaixo do edredom.

Levanta, estica, espreguiça.

Entre um gole de café e outro o dia começa.
Sem pressa, sem emoções. 
Os pensamentos ficaram no final de semana, ficaram debaixo das cobertas.

O corpo só responde a rotinas conhecidas.
Está completamente desconectada da alma
Não espera nada novo, só espera o dia acabar.

Sinto muito, segunda-feira, aquela academia vai ficar para outro dia.
Aquele novo começo vai ficar para mais tarde.

Respira, inspira.
Toma mais um pouquinho de café pra esquentar a alma.
O dia tá quase no fim.

A cama quentinha já tá pra chegar de novo.
Um abraço das cobertas, um aconchego.

Hoje eu vou me permitir ter um pouco de preguiça.
Deixa tudo pra depois.

Café com aroma de mulher

Quem lembra daquela novela do SBT: Café com aroma de mulher?
Então, esse post não é sobre isso, é só sobre café mesmo. Mas eu lembrei desse nome quando estava pensando em café.

cafe coadoEu tomava café antes muito mais do que tomo agora, mas hoje posso dizer que tomo com mais qualidade. Comecei a tomar café quando comecei a trabalhar – porque será né? Um amigo meu dizia que era importante a “hora do cafézinho” para manter a socialização, e realmente isso tem um Q de verdade (ou V de verdade? não sei usar direito essa expressão). Mas normalmente nas empresas os cafés são muito ruins. Aqueles expressos de máquinas ou mesmo o sarrado do bule tem um gosto peculiar – e isso não é necessariamente bom.

Depois que “cresci” nesse mundo dos cafezinhos, descobri o prazer real de tomar um café gostoso, apreciar seus sabores, principalmente o cheirinho e aprendi sobre os modo de preparo. Com o tempo, passei a tomar café sem açúcar ou adoçante – o máximo de adultisse que alcancei na vida, me deixa – e a provar grãos e processos diferentes. E mesmo não tomando tanto café, experimentar grãos novos e sabores diferentes é bem legal.

cafe chemexHoje, tenho uma Aeropress em casa, moedor de café e grãos diversos. E também uma Nespresso que sempre me ajuda a acordar nos casos mais hards. E esses dias provei a Chemex, além do clássico filtro normal. Pra quem curte ou quer começar a provar, vou deixar a dica de alguns lugares em SP (mais precisamente – e sem querer – em Pinheiros) pra visitar:

  • Sofá Café – O Sofá Café nasceu em 2011, da ideia fixa de um engenheiro florestal que não conseguia passar um dia sem sua dose de cafeína. O conceito era simples: criar uma cafeteria com cafés especiais e servi-los em um ambiente que lembrasse o sofá de casa.

Loja Pinheiros: Rua Bianchi Bertoldi, 130
Loja CBB: Rua Ferreira de Araújo, 741
Loja Shopping Cidade Jardim: Food Hall Boston

  • Preto Café – Um lugar onde se pode escolher o valor daquilo que se consome, e onde os custos são transparentes. Que convida a participar de sua criação, cardápio e programação. Que valoriza a produção local em pequena escala, a autonomia e o aprendizado. Que busca formas criativas de causar menos impacto ao meio-ambiente. Que busca ser um espaço convidativo para uma pausa na rotina.

Rua Simão Álvares, 781 – Pinheiros

  • Torra Clara – Tudo começou com a vontade de trabalhar todos os dias sentindo o cheirinho de café fresco e, claro, de entregar em cada xícara um café muito especial! Regular a máquina do expresso, escolher o grão do dia, moer e compactar. A gente faz tudo isso com muito carinho para que os nossos clientes tenham a melhor experiência ao provar os nossos cafés, se inspirem e tenham um ótimo dia!

Rua Oscar Freire 2286 – Pinheiros

  • KOF – KING OF THE FORK – KOF é sigla para ‘King of the Fork’, referência ao conhecido KOM ‘King of the mountain’, prêmio dado ao ciclista que teve o melhor desempenho em uma subida.O garfo [fork] é o ponto em comum entre a bicicleta e comida.

Rua Artur de Azevedo, 1317 – Pinheiros

Leckerhaus

Primeiro domingo de outono e o tempo virou mesmo. Parece que São Pedro apertou o botãozinho do outono e plim! O frio chegou chegando… Ok, não está tanto frio, mas ontem estava 30 graus e hj ta nem 20º :/

IMG_20140323_170001Mas aproveitando esse climinha, fomos em busca de um café, um doce e aconchego e aí fomos conhecer um lugarzinho novo que estava na nossa lista, o Leckerhaus. Uma casa de doce, localizada Rua Dr. Melo Alves,293 – Paulista, uma portinha pitica, e um ambiente super acolhedor. Com uma decoração simples, com mesas e cadeiras espalhadas, muitas almofadas coloridas e uma vitrine cheia de bolos e tortas de dar água na boca!

 

O cardápio é bem generoso e tem muitas opções de salgados, saladas, tortas e todos os doces são expostos nas geladeiras. O preço não é nada fora do comum, cabe no bolso tranquilamente. É daqueles lugares que dá vontade de pedir um café e ficar lá a tarde toda seja batendo um papo, seja lendo um livro.. Pra perder uma tarde.

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Pedimos um cappuccino com doce de leite, um chá verde com hortelã e um aprikosen torte… Meu alemão é péssimo e nunca imaginaria que uma tortinha com aquela cara maravilhosa, me traria meu maior inimigo dentro de si: damasco.

 

Tradução – APRIKOSEN Aprikose (n.) abricó, damasco (Brasil), cor de pêssego, salmão, damasqueiro.

 

Meu namorado garante que a torta tava uma delícia, mas eu não gosto de damasco, não vou opinar… Pra salvar o café pedi uma tortinha de frango. Além de ser uma gracinha, ainda estava uma delicinha! Todo o capricho e cada detalhe, do tratamento, de como é servido…do ambiente, da música gostosinha de ser ouvida fez eu gostar bastante do lugar e querer voltar mais vezes <3

Drops Fim de Semana

02-12

E ai gente, como foi o fim de semana de vocês? Esse fim de semana Dezembro chegou, só que o sol tá difícil… Eu gosto bastante do clima de fim de ano, onde as pessoas parecem ter mais compaixão uma com as outras e as comemorações aparecem e aproximam as amizades que vão ficando “paradas” durante o ano.

Gosto também do sol, do verão e de como é bom tomar uma cerveja ou sair cedo pra ir no parque, aproveitar o horário de verão… Só que esse verão tá meio devagar, porque não tem sol 🙁 muita garoa e tempo frio nesses últimos fim de semana em SP e assim fica difícil curtir toda essa maravilha….

Passei no shopping esse fim de semana, e fiz um post legal com uma dica de achadinhos! Além disso, fui no Jelly Bread tomar café e comer gordisse :B
Mais de noitinha, foi vez de tomar um champagne pra variar um pouco e namorar também, porque ninguém é de ferro né!?

E como todo esse clima de garoa, o domingo foi só comer e assistir uma série nova Orange is the new Black (que fiz post pra contar um pouquinho também) e agora tô órfã de séries… Alguém me indica alguma?

E pra começar bem essa semana… vamos de música!? Fiquei cantarolando essa música na semana, e como ela é boa, vou compartilhar…. Meio sad, mas boa!