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adeus 2019

comecei o ano sentindo que ia ser pesado e boa parte disso por conta das notícias vindo dos resultados das últimas eleições do Brasil. não sabia que ia me afetar tanto quanto afetou emocionalmente, mas mais tarde descobri os porquês em algumas sessões de terapia. que ano intenso. foi o ano que mais me descobri, e descobri ainda assim que não sei quem eu sou. sentar frente a frente comigo mesmo, tocar em feridas abertas e abrir feridas que eu sequer sabia que existia foi intenso. mas também foi bom. foi o ano que eu me senti desconectada do mundo também. um ano em que muitas vezes me senti sozinha, mas também mais tarde descobri que faz parte do meu processo. provei da solidão e da solitude. um ano em que mais uma vez pude ter parte da minha família por perto. o qual eu pude viajar e conhecer novos lugares. tomei sol – muito sol. vi o mar. me diverti. construí coisas. sorri. fiz tatuagem. comi muita coisa boa. li. como eu li esse ano. acho que nunca li tanto quanto esse ano. e aprendi tanta coisa. foi um ano estranho. um ano complexo. um ano em que plantei semente dentro de mim.um ano em que morri. mais de uma vez. e renasci algumas outras vezes. um ano de inseguranças. de auto conhecimento. de reflexão. de aprendizado. de finais de ciclos. de começos de outros. de ideias. de revoltas e revoluções. internas. externas. não to preparada pra 2020, mas quero que venha logo e me movimente mais um pouco. como em alguma das minhas leituras dizia: não quero uma vida feliz, quero uma vida interessante.

Vida

Quando a gente acha que tá conhecendo a tal vida, ela vem e mostra que não sei de nada. Achei que por um momento tinha o controle de tudo, que saberia os próximos passos, e fuennn… tudo que conhecia, sabia, todas as certezas e seguranças foram por água a baixo.

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Quando achei que já estava certa das minhas decisões, veio a vida e mostrou que não era bem assim. É. Essa é a senhora vida que a gente nunca tá preparado pro que ela de fato tem a mostrar… Que me fez chorar quando achava que só ia sorrir, que me fez amolecer quando tentei ser durona, que me fez duvidar das minhas certezas, a vida que vezes me faz querer fugir e vezes me faz querer ficar. Com todos os altos e baixos, a gente aprende a lidar com as adversidades da vida, cada um com seu jeito, cada um com seu samba.

Todas as promessas de não chorar, não fazer novos amigos, fazer o que tem que ser feito, PLIM! Não dá certo. Não por falta de esforço e nem por falta de tentativa, mas porque simplesmente não dá. A vida mostra que somos o que somos, cada um com seu jeitinho, pro bem e pro mal, e por mais que queremos mudar, a essência é única.

Não sei se ela é assim para nos ensinar alguma coisa ou se é assim pra nos sacanear, só sei que a cada oportunidade acabo tirando de aprendizado, de experiência e até cometo as mesmas burradas de novo pra ter certeza. A vida é essa caixinha de surpresas, já diria o Joseph Climber e só nos cabe fazer da nossa vida o que nos faz viver.