Arquivo da tag: conversa

Com os amigos

Passar tempo com os amigos pode ser considerado inspiração pro #30dias30ideias? Pode sim. A proposta da tag é considerar todo lugar, atividade, livro ou pessoas que me inspiram de alguma forma. Então, como deixar os amigos de fora dessa?

Claramente, isso não vale para todas as vezes em que eu for me reunir com amigos, mas pelo menos uma vez tem que aparecer por aqui, pois parte dessa inspiração, vem do poder dos amigos. Poder de falar besteira, de expor minhas ideias malucas sem medo (as vezes com julgamentos, mas isso já é outro problema rs), de receber ideias pra passar o tempo e pra completar a tag #30dias30ideias, receber dicas de lugares inspiradores e lugares que “tem a minha cara”, discutir experiências, falar de viagens, combinar próximos encontros, enfim… Ficar com os amigos é sempre um tempo ganho e nunca um tempo perdido.

Em algum lugar bacana (ou não tão bacana assim), tomando uma cerveja e talvez uma coca cola para os que não bebem, tendo conversas as vezes cabeça e as vezes não, seja para comemorar aniversários, promoções ou só para celebrar a amizade pura e simplesmente como ela é. As ideias sempre acabam surgindo a partir de uma boa conversa, não é mesmo? Então porque não sentar com amigos, e deixar elas agirem por si só…

 

Aquele vazio

1d283bdc6e02e30807a2ece963777c83Aquele primeiro vazio que dá ao ver as portas do guarda roupa vazio, ao tirar a última peça de roupa da gaveta e de preencher todo o espaço na mala e, aquele espaço em que eu vivera e conhecia a anos, gostava e desgostava, já não seria mais meu. Deu um friozinho na barriga, aquele que vem quando o “novo” surge… mas acho que é natural. Logo, as roupas que tinha tirado de um guarda roupa, já tinham seu espaço nas novas gavetas e até o final do dia tudo tinha tomado seu espaço. E, apesar da nova casa ter sido montada do nosso jeitinho, ainda – obviamente – não conseguia chamar de lar.

guardaroupaTodos esses vinte e seis anos vivendo com meus pais, fazendo muitas coisas pensando em família, dividindo quarto e tarefas, brigando, levando bronca e poucas vezes ficando sozinha em casa. É muito difícil desapegar do que já conhecemos, mas já era hora de mudar… A partir desse momento era hora de viver a vida a dois, no nosso canto, com as nossas manias e nossas (im)perfeições.

Nesse dia – 21 de fevereiro– o dia  em que oficialmente tudo mudou, muitas lágrimas rolaram. De alegrias de quem está dando um novopasso, de tristeza para os pais que não queriam cortar o cordão umbilical tão “cedo”, de medo do desconhecido e de toda a insegurança que estava dentro de nós. Todo mundo chorou um pouco, mas deixamos pra desabar e desabafar no final do dia, em volta da mesa na “outra casa”, comendo uma última pizza e trocando lembranças de algumas das muitas alegrias vividas, histórias de quando eu era criancinha e algumas desavenças que tivemos no passado.

Depois de muitas lágrimas e conversa, fomos em rumo ao nosso novo lar… Com o coração na mão, mas o peito aberto para as novas coisas que estarão por vir.

Sem Celular

Depois do dia da Urucubaca, fiquei um dia sem celular… Sim, deixei secando o celular no arroz e vivi um dia de ET nos dias de hoje, mas olha que foi bom. Apesar de não recomendar que o celular de ninguém caia na poça, recomendo que todo mundo tenha um dia sem celular…

Ficou claro que a gente usa celular no modo automático… Me peguei algumas vezes ao dia, indo pegar o celular, mas sem ter necessidade de realmente usá-lo. Pra ver redes sociais? Curtir fotos? Fuxicar vida dos outros? Puro vício que levamos pro nosso dia-dia… E não me tiro desse grupo de viciados que ficam conectados o dia inteiro e falam com todo mundo toda hora. Mas ficar pelo menos um dia sem, me fez refletir se isso tudo realmente vale a pena e agrega na minha vida…

Daí quando você tá sem, descobre que as pessoas se conversam menos, que toda hora olhem para o celular procurando alguma coisa, dando respostas vazias na mesa, ai tem que repetir as coisas, o assunto não flui… complicado pra quem tá fora do mundo virtual… E a tendência é piorar, as pessoas se comunicarem menos pessoalmente, acabar essa coisa de pele, de conversa jogada fora, de olho no olho… Agora é olho no whatsapp, no facebook e em qualquer outra coisa dessa janelinha. Vamos pro rehab do celular galera!!!!

Acho que esse vídeo nos traz um pouco de reflexão pra gente saber o quão duro é estar do lado de quem não vive no celular e vive ao redor de gente que não vive sem ele. Precisamos dar mais valor a conversas, companhias, amigos e momentos…. Apesar do celular facilitar a comunicação, não podemos nos deixar ficar refém dele.

Esse mundo cão….

Esse mundo só pode estar ao contrário, porque são tantas as contradições e coisas que não fazem mas sentido, que não tenho certeza se isso só não faz sentido pra mim e eu que não faço mais parte desse script ou se realmente a sociedade está com conceitos bem dos errados.

Fico inconformada de viver ainda num mundo com pensamento machistas (alow gente, estamos em 2013, mulheres independentes, homens com pensamento aberto, casais gays… Não deveríamos estar evoluindo junto?) onde uma mulher tem que pensar em como se vestir, em como se maquiar e no caminho que vai fazer pra ver se pode ou não ir com tal roupa ou de tal jeito, com medo de sofrer assédios, ouvir fiu fiu no caminho, um outro gritar “gostosa” do outro lado da rua… como se fosse a maior normalidade do mundo, como se fosse a mulher que estivesse errada.

Absurdo! Não se poder usar um vestido, sair de casa de bem, usar seu estilo e se valorizar, sem ter que se preocupar com comentários ofensivos – ofensivos sim, porque ser chamada de gostosa, linda, princesa não é elogio! -, com viradas de pescoço, com assovios e com expressões tanto quanto nojentas que nos faz se arrepender de ter colocado esse tal vestido… E o mesmo acontece para calças claras, blusas leves, saias… E não estou falando em vestir-se vulgarmente e sim em vestir-se normalmente!

E não é só o assédio do pedreiro da obra, do porteiro do prédio, do dono do bar… É também o assédio no trabalho com os caras conversando entre sí e falando sobre “as curvas” de fulana, do vestidinho de ciclana e das pernas torneadas de beltrana. E claro que a mulher percebe os olhares nojentos e agressivos, e todo o look produzido para vestir-se bem, acaba saindo pela culatra…

E o pior de tudo é que ficamos ainda nos sentindo culpada de estar sofrendo esse assédio, por termos sido nós que escolhemos essas roupas, o batom escuro ou a não maquiagem. E cada vez que isso acontece, e a gente se cala, mais a sociedade fortalece esse pensamento machista e agressor.

Mas nenhum homem se coloca no lugar da mulher e nem pergunta como a mãe, mulher ou irmã se sente quando passam por essa situação. “Ah, mas é normal…” – ledo engano! Isso pode ser considerado tudo, mas está longe de ser uma atitude normal. É uma atitude cultivada dentro da família, quando o filho ainda é pequeno e o pai ensina as atitudes de “macho” para a criança…

E continua mais ainda quando a mãe, a tia, a irmã, a vó não desaprova o comportamento… E quando na rua passamos por isso e baixamos a cabeça e achamos que é algo normal… Eu cansei disso tudo, cansei de ser julgada por minhas roupas e minhas maquiagens e ter “medo” de me vestir, com medo de todo esse assédio! Isso não pode ser normal, mas dá pra mudar essa atitude. Enquanto as crianças ainda são pequenas, enquanto os amigos nos dão ouvidos e enquanto a educação ainda existir, dá tempo de mudar essa realidade merda e fazer com que as coisas realmente entre no eixo (só que dessa vez de verdade!)