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2017, um ano de transformação

2017 foi um ano de metamorfose.

Foram 12 meses de transformações, começos e recomeços, de despedidas, reencontros, muitos sorrisos e muitas lágrimas, conexão, descobrimento – o maior deles, sobre eu mesma.
Foram 12 meses que encontrei em mim uma criança, com olhar de descobrimento de um novo mundo, desbravando o desconhecido – e muitas vezes tendo medo disso-, experimentando novos sabores, novas experiências.
Foram 12 meses que também encontrei em mim uma mulher, me livrei de algumas âncoras, encontrei poder dentro de mim, procurei saídas e soluções – que vezes encontrei, vezes não -, amadureci ideias, pensamentos, atitudes, opiniões.

Durante esse ano preenchi alguns espaços que ficaram vazios.
Inspirei novos sentimentos.
Descobri que vida não segue planos.
Não foram tudo flores.
Não foram tudo espinhos.

Foi um ano um tanto esquisito; um ano que não fiquei confortável, mas todo esse desconforto me fez amadurecer. Termino esse ano convencida que cresci bastante e eu encontrei eu mesma dentro de toda essa bagunça. O ano termina e eu saio dele completamente diferente de como entrei, e fico muito feliz com isso tudo.

Ser criança

Brincar de Barbie, pega pega, mãe da rua.
Escolinha, ursinho de pelúcia, desenhar.
Brincar de massinha, esconde esconde, queimada.
Montar lego, brincar de rede, guerra de almofadas.

Nunca estar de pé limpo, não querer tomar banho, roupa suja.
Joelho ralado, roupa rasgada.
Bronca de mãe, tias e avó.
Bate em primo, xinga irmã, volta pra casa chorando.

Playcenter, picnic no parque, passeios no shopping.
Quintal de formiguinha, lavar tapete e se molhar inteira.
Banho de mangueira, piscina de 1000l no verão.

Dormir cedo pra ver papai Noel, embrulhar presente do amigo secreto
Esconder quem é o amigo secreto – e nunca conseguir.

Abrir presentes do Natal, comer cereja, fazer gelatina colorida, ajudar a tia a cortar nhoque.

Passar férias com primas, carnaval na Praia Grande com casa cheia.
Ficar queimada de sol porque passou o dia todo na praia.
Bolo gelado no aniversário do primo, bolo de fruta no aniversário da gente.

Brincar, brigar, ficar de mal, ficar de bem.
Ser criança.

O que você quer ser quando crescer?

Acho que essa é a pergunta mais feita quando você é criança pelos pais, tios e avós: “O que você quer ser quando crescer?”. Da primeira redação da pré escola até o curso pra preencher no vestibular, essa pergunta nos segue por mais ou menos 17 anos e nem sempre sabemos qual a resposta certa (se é que ela existe).

Quando criança, os sonhos são o de ser o mais forte bombeiro, o mais esperto detetive ou até mesmo trabalhar no supermercado porque é muito maneiro andar de patins o dia inteiro (quem nunca?). Mas aí você vai crescendo e a pressão vai aumentando… Então sempre que você pensa numa profissão, você pensa no que condiz com a sua realidade. Por exemplo, na 6º ou 7º série se você joga bem futebol, você vai ser jogador de futebol; se você manda muito bem em ciências, você vai ser um cientista e se você é magrinha e bonita vai dar uma modelo e tanto! Raramente alguma criança pensa em ser um programador de .NET, um engenheiro mecânico ou um contador.

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Mas, quando chega o ultimo ano da escola, você se depara com uma infinidade de cursos e tem que escolher um pra seguir carreira a vida toda. Você passa 17 fucking anos fazendo coisas aleatórias, sem necessariamente ter relação com profissão nenhuma, só coisas que te deixam feliz, mas em um ano você tem que apostar todas as suas fichas numa profissão X.

Aí o jogador de futebol vira analista de sistemas, o cientista vira administrador de empresas e a modelo vira agente de viagens. Não que eles não estejam satisfeitos com suas profissões, muitas vezes estão, mas e os que não estão? E os que escolheram porque tinha que escolher? Os que tiveram que guardar seus sonhos e vontades em uma caixinha esquecida lá no porão, e TEVE QUE trabalhar no que dá dinheiro, na área que tinha muito emprego, no que dava mais segurança e estabilidade.

Sim, eu fui uma dessas criancinhas que virou um adultinho perdido, que FEZ O QUE TINHA QUE SER FEITO e só depois percebeu que não fazia sentido. E foi preciso coragem, oportunidade e muito apoio de quem me conhece e sabia o que eu tava passando para que eu largasse mão do “seguro” para procurar o que me fazia feliz (e ainda estou na busca). Por muitos anos sabia que não estava fazendo o que gostava, mas sempre inventava uma desculpa pra mim mesmo adiando ir atras dos meus sonhos, mesmo não sabendo de fato quais são. Acabei gastando dinheiro, tempo e me desgastando esperando o momento certo.

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A maior descoberta que fiz até agora foi descobrir que o momento certo só existe quando você faz daquele o momento certo. Foi preciso abrir mão de algumas coisas para conseguir outras, como a gente faz com tudo na vida. Longe de mim esperar encontrar o trabalho perfeito. Eu sei muito bem que trabalho não é parque de diversões, e que dá TRABALHO, mas tenho convicção que temos que procurar algo que faça sentido pra gente, pra que por mais que dê muito trabalho, ainda assim faça sorrir e dê a maior satisfação no final do dia.

Ainda não sei responder a pergunta: “O que quero ser quando crescer?” , mas lembro que quando criança, por muito tempo a resposta foi: ” Quando crescer quero ser o Pato Donald“.

Não seja um adulto escroto!

Eu não fui uma dessas crianças que leu o Pequeno Príncipe na infância, e vi algum post no twitter que esse livro não é só pra criança, mas pra todo mundo e pra qualquer momento da vida. Tipo, você pode ler o livro criança, adulto, mais adulto, velhinho e tirará um significado diferente, uma lição diferente.

Fiquei pensando nisso, e como não tinha essa memória da infância, resolvi ler o livro de adulta mesmo e tirar as minhas impressões. A história do Pequeno Príncipe acho que todo mundo conhece, mas caso não é mais ou menos assim:

Um piloto cai com seu avião no deserto e ali encontra uma criança loura e frágil. Ela diz ter vindo de um pequeno planeta distante. E ali, na convivência com o piloto perdido, os dois repensam os seus valores e encontram o sentido da vida.

Daí você já vê que quando é criancinha, as lições que você tira já são diferentes das que você tira quando é adultinha. Eu não acho que é um livro pra criança ou eu não era uma criança que conseguiria digerir esse livro. Mas como adulta, nesse momento da minha vida, tirei muitas coisas a se pensar e para refletir antes de dormir.

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E chapéu por acaso tem olhinho?

Lições que aprendi com essa primeira leitura: Não seja um adulto escroto! E quando você lê o livro e identifica que é puramente verdade o que tá ali… Quando a gente vira adulto, a gente passa a dar valores pra um monte de coisa que de repente não é nem o que a gente quer de verdade, a gente passa a fazer coisas que nem sabe o que tá fazendo mas “tem que fazer”, a gente não enxerga mais o mundo com olhinhos puros e criativos porque não é normal pra um adulto ser assim. O adulto tem uma postura a zelar.

Fica lá acumulando milhões de estrelinhas e não tendo tempo pra fazer nada, sem sentido nenhum. Fica lá ascendendo e apagando lampião sem necessidade nenhuma e morrendo por causa disso. Fica lá querendo que todo mundo te elogie por qualquer motivo só pra tirar o chapéuzinho.

Adultinhos acham que a flor é qualquer flor, e não sabem ver o que a torna única, sabe porque? Porque adultinhos sempre tem que estar ocupados demais, sempre tem que estar sérios demais, sempre tem que estar fazendo alguma coisa que é muito importante pra você entender. E ai, sabe o que acontece na vida desses adultinhos? Nada… Porque os adultinhos não cativam ninguém, e ai ficam lá sozinhos, cada um no seu mundinho.

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Então, não sejamos adultos escrotos que nem os do livro. Vamos nos libertar dessas importâncias desimportantes, dessas tais obrigações e dessa necessidade de acumular valores ou elogios que não tem significado nenhum pra gente. Vamos ser adultinhos que prezam pelas amizades, pelos sentimentos e pelos nossos sonhos. A vida vai ser bem melhor… Vamos procurar o nosso “tesouro” e pelo amor de Deus, pra quem passar pelo deserto da Africa, procurar também o Pequeno Príncipe <3

“Os homens de teu planeta cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim… E não encontram o que procuram. E, no entanto, o que eles procuram poderia ser encontrado numa só rosa,ou num poço de água.
Mas os olhos são cegos. É preciso ver com o coração.”

Festa de criança

26-01

Essa semana eu voltei a academia e depois de fazer mil pesquisas para qual academia voltar, acabei optando pela SmartFit devido ao custo x benefício… O mar não tá pra peixe, não dava pra gastar e nem pra ficar parada! Um dia serei mais rica e farei Cia Atlética hahaha.

Mas comecei a academia e na sexta já recuperei tudo! Fui no Z-Deli Sanduíches e sem palavras pra descrever o quanto foi bom! Foi tão bom, que o arrependimento foi zero de ter ido lá e ainda pedi uma sobremesa mara: Cheescake com calda de morango azedo. Um pecado de tão bom.

No sábado não foi diferente, festa de criança pra ir e daí não tem guerreiro que passe ileso. Com direito a hamburguinho, mini cachorro quente, crepe doce e salgado e pra fechar com chave de ouro ALGODÃO DOCE! Minha paixão <3 Eu sei, super infantil… Mas não consigo resistir…

Como se não bastasse toda a comilança desses dias, no domingo fiz um bife a parmegina (sim, eu cozinho) e pra acompanhar cerveja, porque tava muito calor! Heinekens com suas garrafinhas todas especiais, que ainda to pensando pra que vou usá-las…

Amanhã volta o cão arrependido pra esteira, correr pra perder tuuuudo que ganhei esse fim de semana e conseguir zerar até sexta que vem ;P