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Vamos colocar a mão na consciência

Sem chocolates, flores e jantares.
O dia de hoje que é sempre lembrado com mimos vazios e estéticos deve ser um dia pra pelo menos levar a reflexão. O dia de hoje é um bom dia pra tirar a mão do celular e colocar a mão na consciência.  Não queremos mimos, não queremos uma ajudinha em casa porque é dia das mulheres. Queremos igualdade, queremos respeito. Sair na rua sozinha sem medo; medo de ser assediada, medo de não voltar pra casa. E QUEREMOS TODOS OS DIAS.

E, para todos nós, valorize as mulheres a sua volta. Amigas, mães, tias, colegas de trabalho. Não desmereça o trabalho de alguém só porque é mulher. Não minimize a mulher falando de seu corpo ou seu ciclo menstrual. As mulheres tem que dar duas, três, mil vezes mais duro pra ser reconhecida, pra ter voz e se você também é mulher, você sabe do que eu to falando. Então valorize sempre que puder.
Apoie as mulheres. Não existe esse negócio de rivalidade feminina e se pensarmos bem essa inimizade feminina só existe porque “a sociedade” diz que existe. Vamos nos apoiar e lembrar que a nossa luta é a mesma, estamos do mesmo lado e melhor será quanto mais juntas estivermos. Já é difícil com todo o machismo nos homens, com mulheres também fechando a porta, tudo se torna mais difícil. Apóie, ouça, entenda.
Inspire-se com outras mulheres. Somos rodeadas de histórias e inspirações sempre masculinas. Tem Einstein, Darwin, Freud, Pitágoras… mas no longo da nossa vida a gente poucas vezes escuta sobre quantas mulheres incríveis passaram pela história também. Quantas mulheres na história você conhece? Procure, conheça e conte pra outras mulheres – e outros homens também- para as crianças. Deixa as mulheres inspirarem.

Que tenhamos mais empatia, que passamos a admirar cada vez mais as mulheres – não pelo seu corpo ou beleza e sim pelo que somos -, que sejamos cada vez mais respeitadas.

Tamo juntas <3

Bullyng não é MIMIMI

Essa semana estava circulando nas redes sociais a tag #BullyngNãoÉMimimi. Alguns casos de pessoas vitimas de bullyng contando suas histórias e outros casos de pessoas que acabaram praticando o suicídio. Muita gente fala “aí, mas é só brincadeira”, “agora tudo é bullyng, não pode mais zoar com ninguém”, “essa geração é muito mimimi, leva tudo ao pé da letra”, entre outras peripécias que você já deve ter ouvido ou falado. Bullyng é um assunto sério e por isso o textão de hoje vai ser esse.

Quando eu era criança eu sofri bullyng. Eu era bem magrinha (até os 18 tinha nem 50 kg) e naquela época ser muito magro não era bonito. Eu era bem nerds, gostava de estudar (ou talvez por pressão dos meus pais), a primeira da classe. Fui a primeira aluna da classe a aprender ler, tirava notas entre 9 e 10 quase sempre. Não era – e não sou – boa em esportes e por isso nas aulas de educação física era uma desengonçada. Isso era mais do que motivo para muita gente pegar no meu pé. Me chamavam de magrela, me faziam sentir mal por isso e como conseqüência disso, até sair do colégio não vestia saias ou vestidos. Era muito insegura nas minhas amizades, pois a maioria das crianças eram minhas “amigas” em época de provas e trabalhos e depois que isso passava, voltavam a fazer piadas sobre mim. Por muito tempo fui insegura com meu corpo e minhas escolhas, sempre quis fazer parte de um grupo legal e acabava fazendo algumas coisas não muito legais. Usei muito da grosseria, ficava batendo boca e discutindo como auto defesa, mas no final do ensino médio acabei achando uma turma legal e levo amigas de lá até hoje.

Minha história até que teve um final feliz, depois que cresci passei a me importar cada vez menos com as opiniões das pessoas, comecei a me sentir bem comigo mesmo e me vestir e fazer o que bem entendesse. Hoje com quase 30 me sinto mais bem resolvida, mas ainda tenho minhas crises de inseguranças e aprovações que tenho que trabalhar na minha cabeça. Muitas histórias não tem esse final, muitas pessoas são inseguras a vida toda, muitas pessoas se fecham para o mundo e perdem a confiança e a capacidade de fazer amigos. Nos casos mais extremos, acabam em depressão, distúrbios mentais e comportamentais e até mesmo em suicídio.

Criança nenhuma quer ficar sozinha e cá entre nós, nem adultos. Ninguém gosta de sentir que estão rindo de você e que estão te excluindo por suas características, pelos seus defeitos. Tem vezes que não dá pra fingir que nada aconteceu, pois isso mexe com nosso psicológico e nos faz questionar nossos corpos, nossas feições, nosso comportamento, nos faz questionar coisas que provavelmente continuará com a gente para sempre. Bullyng acontece nas escolas, na faculdade, no trabalho, na vida. Não é proibido fazer brincadeiras, aliás elas são ótimas para descontrair e ter um clima bom entre todos, mas a linha tênue entre fazê-las com más intenções e em excesso geram conseqüências e é isso que devemos refletir. Coloque-se no lugar do outro, empatia é a palavra para combater.

Sobre nossa criação

Li alguns textos dia desses na interwebs e to trazendo uma reflexão sobre a nossa criação.

Somos criados para competir.

1be85df28fcf257c0e36b8827da63a16Desde crianças, nossos pais e professores nos estimulam a sermos os melhores da sala, a sermos melhores do que nossos coleguinhas, a tirarmos as melhores notas e termos o melhor comportamento.

Em casa, sempre fui estimulada a ter boas notas e notas iguais ou melhores do que da minha irmã. No final do ano, meus pais davam um presente pra quem tinha ido melhor na escola e pra quem tivesse tido o melhor comportamento. Isso fez com que durante anos eu e minha irmã competíssemos por pura besteira.

Aliás, quando estava na pré-escola, quem terminasse a cartilha antes do final do ano, ganhava uma medalha de Honra ao Mérito. Imagina a competição que gerava entre as crianças e para quem não ganhava, gerava decepção.

competição – concorrência a uma mesma pretensão por parte de duas ou mais pessoas ou grupos, com vistas a igualar ou esp. a superar o outro.
colaboração – trabalho feito em comum com uma ou mais pessoas; cooperação, ajuda, auxílio.

Aí você cresce, e arranja um emprego, e o que tem nele? Pura competição. Competição pelo cargo, para ser promovido, para se destacar. Os líderes influenciam a competição o tempo todo, fazem comparações, instigam as pessoas a competirem. Ai competimos para termos a melhor casa, o melhor carro, os melhores empregos, os melhores filhos. Até mesmo no trânsito há um certo ar de competitividade, que faz com que você não dê passagem para alguém (tem um pouco de má educação nisso também). Enfim, é um ciclo infinito.

Está em nossas raízes. Competimos o tempo todo.

4bc473e626e80a88172dc9710365db4cE quando nos tocamos e analisamos tudo que fizemos e fazemos, é muito estranho, porque é uma competição onde ninguém ganha. E depois de se tocar disso, de que estamos competindo a vida toda por nada – temos um novo conflito interno para resolver que é o de nos livrarmos dessas amarras competitivas que estão fortes em nossas cabeças.

E quando você passa a se livrar dessa competitividade, você abre espaço pra empatia, pra solidariedade, pro carisma, pra ajuda, pros sentimentos bons. Você passa a enxergar parceiros e não “inimigos”. Você descobre que pode fazer junto, que não precisa passar a perna em ninguém e nem competir com seus amigos, que todo mundo pode ser feliz e fazer as coisas do seu jeito.

É complicado, porque é um exercício difícil, que tem que ser praticado todos os dias. Mas é um exercício que devemos fazer, para nos livrarmos dessa competição desenfreada. Vamos ser colaboradores e não competitivos e aí sim todos saímos ganhando.

Vamos falar sobre empatia

Empatia significa a capacidade psicológica para sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela. Consiste em tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar de forma objetiva e racional o que sente outro indivíduo.

e5549467de35c5ed8526d6dcaf87b850Sim, vamos falar sobre empatia. Eu não sei o que aconteceu com as pessoas nesse meio do caminho. Não sei se foi a internet, não sei se foram as redes sociais, não sei se foi só a má educação mesmo. Mas acontece que vivemos tempos difíceis meus amigos.

As pessoas estão cada vez mais egoístas, olhando apenas pro próprio umbigo. Não se importam se tem alguém com mais necessidade de pé no ônibus, não ligam se tem alguém passando fome nas ruas, não dão “bom dia” para pessoas que sentam ao lado no trabalho e muito menos pro porteiro do prédio. Ai acontece uma coisinha com você e ninguém se importa, e o que você diz? O mundo tá muito egoísta. E essa corrente de egoísmo vai passando, até que ninguém se importa com ninguém e cada um age por si só.

Ninguém quer morar num mundo desse. Eu não quero pelo menos. Que tal começar o dia sorrindo pra alguém que você mal conhece, ouvindo as histórias dos seus avós, ser solidário, doar nosso tempo pra ajudar alguém ou fazer alguma coisa de bom pro mundo. Fazer e tratar o mundo e as pessoas (nem preciso falar dos animais né?) como gostaríamos de ser tratados é o mínimo que podemos fazer por nós mesmos. Um simples sinal de empatia pode mudar o seu dia e o dia de alguém. Vamos pensar nisso.