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Uma lojinha e mais nada

Depois de muito enrolar e muito preparar, tomei o lema “feito antes que perfeito” pra vida – ou no caso pro blog – e lancei uma lojinha. Muitas pessoas curtiram e elogiaram meus desenhos (Obrigadaa genteee <3) e isso me deu coragem e inspiração para fazer alguns pôsteres e colocar a venda para quem quiser.

O feito antes que perfeito é que queria deixar mais bonitinha, colocar mais coisas, desenhos melhores, sei lá. Mas a gente sempre arranja uma desculpa para adiar, nunca vai ficar perfeito porque o perfeito não existe, então lancei assim logo, sem data marcada e com alguns dos melhores desenhos que fiz.  Dei aquela checada com alguns amigos e família e disponibilizei a preços ótimos e com impressão de excelente qualidade.

Mas como faço para ter acesso a essas lindas artes únicas e exclusivas?

Simples e fácil como descascar uma banana. Agora no blog tem o link LOJINHA no menu superior, aí é só clicar e FLAU, todas as novidadinhas estarão por lá.

lojinhanoblog

E você também pode acessar pelo link: umalojinha.emaisnada.com. Ah, também disponibilizei a lojinha na página do Facebook, dá pra acessar por todos os lados, olha só:

Screen Shot 2016-08-12 at 2.23.00 PM

Por enquanto só tem pôsteres, mas em breve colocarei cartões, marca páginas, camisetas, capinhas para celular e tudo o que a imaginação permitir. Então, hoje declaro os jogos  abertos e a lojinha também! Entra lá, clica, compra e compartilha… Afinal de contas, nunca te pedi nada, né?!

É só sexo

Antes de começar a ler esse texto, alerto que será um textão. Então, já fica a dica aí pra você não ficar me xingando e falar que eu escrevo muito, etc.

Ontem a Globo exibiu a primeira cena de sexo gay em uma de suas novelas. Mais precisamente a novela Liberdade, Liberdade, que passa por volta das 23h. Não demorou muito para que todas as redes sociais começasse a fazer um barulho, e hoje, depois que acordei, ví a repercussão de tudo isso.

MAS QUE?!

Primeiramente, as pessoas tem que parar de se referir 4964c29075f0daab9fd59250ec98d827como “sexo gay” e sim como sexo. Relações entre homens e mulheres, mulheres e mulheres, homens e homens pouco importam, sexo é sexo. Enfim, se você está assistindo uma novela e passa uma cena de sexo você tem a opção de mudar de canal, ao invés de ficar fazendo textão no Facebook.

Aliás, muitas novelas tem cena de sexo entre homem e mulher e raramente vemos esse tipo de comportamento, a preocupação de um filho ter visto tal cena, a afronta a família tradicional brasileira. Se você não quer que seu filho veja cenas de sexo, não o deixe ver cenas de sexo, se você não quer ver cenas de sexo, não veja cenas de sexo.

O que você não deve fazer é sair distribuindo textos de ódio e puro preconceito infundado nas redes sociais. Quando você faz isso, você mostra que faz parte de um dos piores grupos de ser humano e faz com que as pessoas sensatas sintam pena, raiva, nojo entre outras coisas. Digo sensatas, porque assim como você, outras pessoas compartilham desse sentimento e acham isso certo ou legal.

Mas o que eu devo fazer nessa situação?

Pensei em compartilhar alguns dos comentários absurdos que li nos portais, alguns textos que ví no Facebook e algumas ideias que o pessoal deixou em comentários por aí. Mas achei que seria uma grande perda de tempo, além de dar um certo tipo de ibope pra essa atitude que não apoio, então resolvi deixar umas dicas aqui para você ler antes de escrever seu famigerado textão.

39b2919a744d17c9370813610998cb4fComece se questionando: Porque isso me irrita tanto? Porque duas pessoas transando e sendo felizes me deixam triste? Será que eu não gosto de ver as pessoas felizes? Será que o amor tem que acontecer só comigo? Só eu ou meus amigos podemos transar livremente por aí?

Depois de responder a todas as perguntas e ainda achar que não é o suficiente para te impedir de escrever um textão, pense em todas as coisas que te incomodam e você não escreve textão, tipo: atualização do Windows, o seu parceiro roubar o seu cobertor num dia de frio, o cachorro da rua latir a noite toda, o esmalte da unha descascar no segundo dia após pintar, etc.

Experimente também nas coisas que você não gosta de fazer, mas as demais pessoas fazem e nem por isso você sai xingando elas, como por exemplo: tem gente que faz exercício e você não, tem gente que cozinha e você não, tem gente que viaja e você não.

Por fim, se mesmo assim você ainda sentir uma hiper necessidade de escrever um textão ofensivo, inspira, respira e leia em voz alta até que essa frase entre na sua cabeça: VOCÊ NÃO TEM NADA A VER COM A VIDA DOS OUTROS. As pessoas são livres para fazer o que quiserem, cada um cuida do seu corpo, da sua vida, do seu comportamento. Cada um é feliz do seu jeito e se você não gosta disso, apenas não assista a felicidade do outro.

Um brinde à liberdade de ser quem a gente é! Um brinde ao amor, seja ele qual for.

A vida como ela é… Ou como ela se tornou

29e19e97c4b5057f16a9031b47445549Teve alguns dias desse ano que fiquei sem celular. Ele simplesmente pifou, sem dar sinais de que isso iria acontecer, sem que eu pudesse me previnir ou pensar num plano B. E depois que fiquei sem ele por esses dias, demorei mais uns dias até comprar outro e pude contemplar o prazer da vida sem celular.

Sou super adepta dos smartphones desde que eles surgiram e, dentro do meu limite financeiro, sempre que pude tive um. Comecei a ter antes mesmo de ser comum  ver as pessoas olhando para baixo, checando notificações e minha família me julgava e brigava comigo o tempo todo por fazer isso (“Sai do celular!”, “Fica no celular o dia todo, credo”). E isso porque aquela época (uns 5 anos atrás) não existia Whatsapp, Instagram e nem o Facebook dos textões.

Na semana que fiquei celular, acabei tendo uma vida nova. Sai de casa sem olhar o melhor caminho no Waze, não tirei foto da minha comida nem do meu cachorro para postar no Instagram, não reportei as minhas mesmisses no SnapChat e nem fiquei sabendo da vida de ninguém. Não me chateei com textões no Facebook e também não dei risada com o humor ácido do Twitter. Fiquei sabendo das notícias através do jornal (da TV) e algumas olhadelas na internet.

8dc46fdaeba792ea3d934fc47141be1fNessa semana sem celular, calhou que tive alguns compromissos e, o fato de estar sem celular me fez ser mais pontual. Sair de casa cedo, cumprir com horários. Aliás, fiquei esperando amigos que tinham celular e o usaram como desculpa para se atrasarem (“mas avisamos no whatsapp”). Sofri do desprazer de conviver com todo mundo que a cada 15 minutos checa e-mails e mensagens, agindo como se estivesse sozinho mesmo num grupo de 10 pessoas.

Nesses dias sem celular ví como meu dia era longo e cabia muitas atividades, mesmo que pequenininhas. Achei inspirações nas coisas cotidianas, assisti um filme sem dispersar, conversei olhando no olho. Percebi que a gente perde muito tempo fazendo nada e vários nadas durante o dia, que perdemos momentos, que nos afastamos das pessoas.

O que vivi nesses dias foi estranho, me senti um pequeno etezinho no mundo. Um mundo onde toda conversa tem uma interrupção, onde a discussão acaba numa googlada, onde muitos minutos de silêncio são comuns.

Depois disso, comprei um novo celular e talvez tenha voltado com as mesmas manias de antes. Tento me policiar para usar menos e viver mais. Deixar o celular guardado quando estou com amigos, usar em alguns momentos do dia, não ficar passeando pela timeline o tempo todo. Usar para coisas mais agregadoras, para inspirar, para ler textos, mas não para perder o contato. É difícil fazer isso, ainda mais quando o meio influencia a gente fortemente, mas temos que pensar que a vida passa enquanto checamos nossa timeline.

Dia dos namorados

Hoje dia dos namorados (finalzinho mas ainda é) e o amor está no ar. Ao contrário da galera que reclama das declarações e fotos de casais na time line, acho muito divertido os casais buscando fotos, colocando significados e tentando elaborar a legenda perfeita para declarar o seu amor.

Nesse apaixonante dia, estava ouvindo um programa de rádio que é o verdadeiro motivo desse post. Nesse programa, um psicólogo/terapeuta/ou outros tais falava sobre “como é ser um casal nota 10”. Existe algum tipo de  avaliação sobre os relacionamentos e não sabendo? Tipo aqueles testes da Capricho?

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Quem nunca?

Acho engraçado o jeito que algumas pessoas tentam nomear ou dar nota pra algumas coisas, nesse caso, o relacionamento a dois. Pra mim é o tipo de coisa que é imensurável, que cada um tem de um jeito, com sua individualidade e sua essência que.

Até porque se fosse fácil assim, todo mundo tava namorando (ou solteiro).

Sim, encontramos semelhanças entre relacionamentos como ciúmes, se tem mais ou menos melação, se as pessoas são mais independentes. Mas mesmo nessas semelhanças ainda temos as nossas diferenças. Vale tudo, vale ser feliz, vale ter amor, respeito e cumplicidade. Vale a regra que os dois quiserem e que os dois inventarem.

Sem taxações, sem pitacos alheios. Cada relação é uma relação e cada um tem que procurar ser feliz com suas vontades e com quem te fizer bem. É meio óbvio falar isso, mas uma vez alguém me disse que o óbvio precisa ser dito.

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Então vamos dizer não é mesmo? Não adianta ser casal nota 10, com as fotos mais lindas do Facebook e Instagram e a relação a dois ser uma bosta. Não adianta ter 1000 likes e uma vida fingida e um relacionamento cansativo.

Porque depois que a página do Facebook é fechada, quem tem que conviver a dois é você. Amar, respeitar e se doar para conviver com as coisas boas e ruins. É um trabalho constante, mas que vale a pena cada instante pra estar com alguém que realmente te faz feliz, te faz amor, te faz bem.

Chega de casal nota 10 e vamos ser o casal que nos somos. Feliz dia dos namorados <3

Sobre estupro

Semana passada foi feita uma pesquisa super polêmica e com o resultado mais polêmico ainda, realizada pelo IPEA e divulgada pelo Estadão. O principal resultado da pesquisa trouxe que:

65% dos brasileiros acham que mulher de roupa curta merece ser atacada

Milhões de comentários e debates sobre essa pesquisa estão sendo debatidos em sites, na time line do Facebook, blogs, twitter.. E não tinha como ser diferente. Inadmissível viver nos dias de hoje com esse tipo de pensamento na sociedade.

Ninguém merece ser vítima do estupro. Ninguém tem culpa de ser estuprado. Aliás, a culpa é unica e exclusivamente do estuprador. É muito chocante que a maioria das pessoas achem que realmente a mulher tem culpa, que o jeito de se vestir e agir dá direito de acontecer um ato tão nojento, tão criminoso! Dá vergonha de ver que a pesquisa aponta as mulheres como erradas, que vivemos numa sociedade com o machismo tão enraizado e que as pessoas acreditam mesmo que há uma razão para o estupro. Apenas que, dá vergonha… Me faltam palavras pra expressar tamanha vergonha, indignação e tristeza que me dá quando o assunto é esse.

Vamos pegar os exemplos que temos em casa. Sua mãe, sua irmã, sua tia, sua filha. Se alguma delas sair com “a roupa certa para o estuprador”, quem tá errado nessa situação? Essa “cultura do estupro” tem que acabar! Ainda não me entra de jeito nenhum na cabeça que esse tipo de assunto é debatido no sentido inverso, que estamos caminhando pro contra, não estamos avançando em nada! Esse machismo nojento que ainda perpetua na sociedade tem que acabar. Nós mulheres não podemos mais viver com medo, as margens e ainda mais “ser culpada” por uma coisa tão inescrupulosa e sem sentido.

“Ahh é a roupa curta.. é o jeito… é o comportamento”. Não há justificativa, pois não faz sentido pra todo esse desvio de conduta que acontece na sociedade. Apareceu um alguém X com um artigo na Veja, falando que a pesquisa induz aos resultados, que fala que sobre ATAQUE e não estupro. Amigão, nenhuma mulher quer ser atacada. Não queremos receber cantada de pedreiros, mexidas na rua, ser agarrada na balada, tomar tapa na bunda e nem encoxada no ônibus. A gente quer respeito e dignidade, independentemente da roupa, do jeito, do comportamento. Porque isso não significa nada, isso não significa que a mulher pode ser julgada… E quando você faz isso, julga e a classifica como puta, despudorada, fala que ela “ta pedindo”, você faz parte dos 65% que está de acordo.

Foi lançado um movimento nas redes sociais  #EuNãoMereçoSerEstuprada, onde as mulheres aparecem nuas, da cintura pra cima e fotografam com uma placa cobrindo os seios a frase: “Eu não mereço ser estuprada!”. E nenhuma mulher merece mesmo… E sem mais palavras pra minha revolta, termino o post com as fotos do movimento e que sirva de reflexão para as pessoas que responderam essa pesquisa…

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