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Dia dos namorados

Hoje dia dos namorados (finalzinho mas ainda é) e o amor está no ar. Ao contrário da galera que reclama das declarações e fotos de casais na time line, acho muito divertido os casais buscando fotos, colocando significados e tentando elaborar a legenda perfeita para declarar o seu amor.

Nesse apaixonante dia, estava ouvindo um programa de rádio que é o verdadeiro motivo desse post. Nesse programa, um psicólogo/terapeuta/ou outros tais falava sobre “como é ser um casal nota 10”. Existe algum tipo de  avaliação sobre os relacionamentos e não sabendo? Tipo aqueles testes da Capricho?

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Quem nunca?

Acho engraçado o jeito que algumas pessoas tentam nomear ou dar nota pra algumas coisas, nesse caso, o relacionamento a dois. Pra mim é o tipo de coisa que é imensurável, que cada um tem de um jeito, com sua individualidade e sua essência que.

Até porque se fosse fácil assim, todo mundo tava namorando (ou solteiro).

Sim, encontramos semelhanças entre relacionamentos como ciúmes, se tem mais ou menos melação, se as pessoas são mais independentes. Mas mesmo nessas semelhanças ainda temos as nossas diferenças. Vale tudo, vale ser feliz, vale ter amor, respeito e cumplicidade. Vale a regra que os dois quiserem e que os dois inventarem.

Sem taxações, sem pitacos alheios. Cada relação é uma relação e cada um tem que procurar ser feliz com suas vontades e com quem te fizer bem. É meio óbvio falar isso, mas uma vez alguém me disse que o óbvio precisa ser dito.

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Então vamos dizer não é mesmo? Não adianta ser casal nota 10, com as fotos mais lindas do Facebook e Instagram e a relação a dois ser uma bosta. Não adianta ter 1000 likes e uma vida fingida e um relacionamento cansativo.

Porque depois que a página do Facebook é fechada, quem tem que conviver a dois é você. Amar, respeitar e se doar para conviver com as coisas boas e ruins. É um trabalho constante, mas que vale a pena cada instante pra estar com alguém que realmente te faz feliz, te faz amor, te faz bem.

Chega de casal nota 10 e vamos ser o casal que nos somos. Feliz dia dos namorados <3

Em busca

Todo mundo está buscando alguma coisa.
Tem os que querem mais tempo, tem os que querem trabalho, os que querem mais dinheiro – seja pra viajar, seja pra viver bem. Tem aqueles que estão em busca de novos amigos, novas companhias e boas conversas. Também tem os que buscam conhecimento (vide E.T. Bilu), viagens, aventuras, enfim, todo mundo está sempre em busca de alguma coisa, ou várias coisas.

c7eb7d8fc9e93b6cead1fd2f7bacbdfdE com toda essa busca por tudo, também estou em busca.
Em busca do que me faz feliz, buscando novas sensações e novas emoções (reviver algumas), um novo friozinho na barriga, o desconhecido, vou buscar o que me faz bem. Nesse mundo cheio de tanta coisa, há muitas coisas a serem experimentadas, coisas para serem conhecidas e novos sonhos pra serem vividos.

Foi preciso uma dose de coragem extra, tenho que admitir. Sair de uma zona de conforto, abrir mão das amizades e companhias de todos os dias, de almoços com risadas, de conversas agradáveis e de tudo que conheço como trabalho até agora, para poder enfrentar o total desconhecido e começar a viver esse novo momento. Sim, estou indo em busca dos famosos “novos desafios”, mas dessa vez o desafio é realmente novo e eu não faço ideia do que pode vir pela frente. Mas como a gente não consegue prever o que vem pela frente, enquanto houver tempo, vou buscar o que me faz feliz.

“Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito: um se chama ontem e o outro se chama amanhã. Portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente, viver.” –Dalai Lama

Casamento

547adb28956797af6bb701b17fa6b04ePor toda a minha vida ouvi a palavra casamento com um certo peso. Uma palavra que vinha com muitas responsabilidades, muito cheia de glamour, carregadas de igreja, festa deslumbrante e uma lua de mel em Cancún e a soma de todos esses fatos não me agradava completamente e me fazia fugir desse fato.

Até os 18 anos, talvez um pouco mais, tinha o sonho desse tipo de casamento com toda pompa que ele poderia ter, na igreja, com madrinhas, banho de arroz saindo da igreja. Mas esse tipo de casamento foi cada vez caindo por terra e fui elaborando na minha cabeça a minha ideia de casamento.

O fato de eu não ter nenhuma religião me influenciou a desistir de casar na igreja, mas ainda haviam outras opções quanto a isso. Mas já não me animava tanto entrar de branco, colocar véu e grinalda, escolher madrinhas e as flores… A medida do tempo que fui crescendo, fui priorizando outras coisas, como o prazer de viajar, conhecer restaurantes, sair, fugir. E gastar dinheiro só com um momento especial não fazia mais sentido, sendo que poderia ter zilhões de momentos especiais ao delongar da vida.

Foi aí que eu desisti do casamento, ou melhor, do casamento de novela. Casamento pra mim tomou outro significado.

8edf7b8393bb3f652c64e8a4db335fb4Casar pra mim hoje não leva peso, leva tranquilidade. Querer estar com outra pessoa e querer fazer coisas juntos, desde viagens pela Europa, como mutirão de limpeza no fim de semana. E não ser da boca pra fora… Ter alguém com quem dividir sorrisos e lágrimas, pra poder desabar quando o mundo está contra mim e poder encher o saco quando deixa a toalha em cima da cama. Poder dividir, o ultimo pedaço de pizza, a cama e o travesseiro. Acordar e dar bom dia, ou poder não dar bom dia quando acorda de mau humor. Saber que tem alguém te esperando pra te dar amor, afago ou te dar uma bronca, alguém que está ali com você, é diferente de tudo que já vivi – aquele diferente bom.

Ter intimidade pra tudo – e quando digo tudo, é tudo mesmo. É ceder, é brigar, mas na maior parte do tempo é estar feliz das suas escolhas e estar feliz por ter dado esse passo na relação…Você amadurece e as vezes até é um pouco bobo, mas longe de ser prisão. Traçar objetivos e planos com quem está do seu lado é de longe uma das coisas mais gostosas que fiz, mesmo quando o objetivo é trocar a lâmpada do banheiro.

Mesmo sem festa, sem pompa e sem banho de arroz, eu prefiro estar nesse casamento… Morando junto com todas as nossas alegrias e preocupações, mas com a maior certeza de que estou fazendo a coisa certa e estou sendo feliz assim. Talvez seja só um sentimento de recém-casada, mas que essa felicidade dure o quanto tiver de durar… Que seja pra sempre, até amanhã…

Quem disse?

Eu ainda não achei a pessoa que disse o certo e o errado dos esteriótipos de beleza, mas apesar de querer muito saber quem seja, não a culpo por isso ainda existir. Aparentemente essa nova geração é a geração dos bombadinhos. E se você não malha, não vai na academia, não come de 3 em 3 horas seu frango com batata doce ou sua barrinha de cereal, sinto lhe dizer, mas você está fazendo isso errado.

Certa vez no elevador, uma menina falou pra um menino que ele estava muito gordo e deveria fazer algo. MAS PÉRA! Quem foi que disse que o certo é ser magro? Por acaso tem algo de errado em ser gordo? Só é bonito quem é magro, sarado, tem um tanquinho pra exibir?
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Fico me perguntando se as pessoas perderam a noção de importância das coisas ou se elas se tornaram tão vazias que as revistas/mídia, conseguem vender o estereótipo e a pessoa aceita. Tipo uma folha de papel em branco, que aceita tudo o que lhe é escrito, apagado, borrado… E além de se tornarem superficiais e artificiais, ainda se incomodar porque o outro não é igual.

Já ouvi algumas vezes de amigos e desamigos que eu sempre estou no bar. Não é segredo pra ninguém que eu gosto de tomar uma cerveja, sentar na mesa do bar com os amigos e jogar conversa pro ar. E sou jugada por ir 2 vezes na semana no bar e não ir 2 vezes na semana na academia. De não postar fotos no Instagram com meu tanquinho e postar de cervejas. Dar check-in em bares e restaurantes e não dar check-in na academia ou em provas de corrida.

E de repente, se eu não gosto de ir na academia? Se eu acho ser magra não é o tipo de corpo pra mim? EU POSSO ESTAR SATISFEITA COM O CORPO QUE EU TENHO MESMO ELE NÃO SENDO CAPA DE REVISTA? Aparentemente, não.

Mas dessa vida eu escolho ser feliz. Escolho beber quando quero beber, escolho comer coxinha, brigadeiro, batata frita, macarrão quando tenho vontade. Escolho ir na academia quantas vezes me apetecer e escolho ficar em casa olhando pro teto todas as vezes que for necessário. Não escolhi ter um corpo de modelo, nem um corpo de panicat. E não acho errado quem escolhe ter, acho errado quem escolhe que todo mundo tenha.

As pessoas são únicas, com suas escolhas e suas individualidades e não faz sentido nenhum alguém achar que todo mundo tem que ser do padrão que foi dito por alguém.

O negócio é ser feliz, malhando, comendo, dormindo, gordo, magro, sarado… E parar de se preocupar com vida alheia. Olha pra você e pro seu corpo. Se olha no espelho. Você gosta do que vê? Gosta de você e está satisfeito de como é? Só você pode e deve julgar seu comportamento e seu corpo e mudar (ou não) por isso. Vai escolher o que te faz feliz ou o que a revista manda?

Rotina

Acorda cedo – muitas vezes atrasadas por falta de querer levantar da cama. Toma banho. Arruma cabelo. Escolhe a roupa pro longo dia. Escolhe sapato. Sai de casa atrasada. Pega o carro. Pega o transito. Liga o waze e vai se maquiando no caminho. Corta caminho. Procura vaga pra estacionar em meio aos cones. Acha vaga, mesmo que longe. Chegando trabalho. Da bom dia, e na maioria das vezes ninguém responde. Liga computador. Bate o ponto. Começa a ler e-mail e ver os problemas do dia. Resolve alguns, chegam outros. Hora do almoço. Desabafos, risadas e conversas aleatórias não relacionadas ao trabalho. Cafezinho pra acordar. Volta do almoço. Mais e mails, mais trabalhos e mais cobranças. Fone o dia todo para aguentar até o fim do dia. Mais um expresso pra espairecer. Volta pro trabalho. Aquele clima fúnebre, todos com fone, com a mesma expressão facial. Trabalho, e-mails e telefonemas. Fim do dia e a cara de final de feira. Academia, ou inventar uma desculpa que convença a mim mesma de não ir. Volta pra casa. Toma banho. Assisto um pedaço da novela com a mãe. Janta. Escova dentes. Vejo algum seriado ou ficar na internet de bobeira por umas horas. Me sentir cansado de tudo. Dorme. mudança A rotina que trazemos para nossos dias e que acabam pesando tudo aquilo que é ruim. Rotina sempre teremos. Todos os dias temos que levantar da cama, tomar banho (espero eu), ir pro trabalho, almoçar, pegar transito (principalmente pra quem mora em SP). Enfim, essas rotinas existem e mesmo mudando um pouco, fazendo as coisas diferentes, elas vão existir. E isso não é exatamente ruim. O problema é quando tudo vira rotina e ai de repente, tudo fica chato. Levantar da cama vira uma tortura, tomar banho dá uma preguiça, nenhuma roupa é boa o suficiente pra sair, o transito fica insuportável.

Você (ou eu no caso) fica no limite, e qualquer coisa é NOOOOOSSSAAAA! Quando estamos infelizes com alguma coisa que faz parte da nossa vida – trabalho, relacionamento, família, amigos – a gente vive no limite. É ruim, muito ruim. Digo isso com propriedade porque estou passando por isso. Estar 3/4 felizes é não estar feliz por completo, e realmente, a laranja podre acaba estragando as demais. A gente fica amargo, reclama mais do que deveria, se aborrece, se cansa, reclama mais um pouco. Mas aqui, refletindo com meus botões, fiquei pensando que tudo é culpa nossa e que se passamos por isso é uma decisão nossa. Óbvio que não dá pra largar emprego quando você sustenta uma família. Não dá pra largar a família, marido/mulher, filhos. Mas dá pra mudar o pensamento, dá pra procurar fazer o melhor, dá pra mudar. E nunca é tarde pra mudar. Tampouco é fácil. Mas mudar pra se fazer feliz vale a pena. Não dá pra passar a vida toda reclamando ou se sentindo um saco de cocô por estar vivendo a vida que não quer viver (ou parte dela).

Se você tem dúvidas, tenta falar o que você faz/ sobre seu relacionamento/ seus momentos com a família/ sobre suas amizades/sobre as coisas da vida em voz alta, e veja se tudo (tem que ser tudo mesmo!) faz sentido. se você consegue pensar num “futuro” feliz com o andamento das coisas.

Foi fazendo esse exercício que identifiquei o que tinha que ser mudado, e até deu uma aliviada. Claro que não para por ai, os próximos passos é mudar essa situação, por em prática algumas ações, planejar outras. Não vai ser de uma hora pra outra, mas deixo aqui uma dica pra quem talvez esteja passando por situação semelhante.

PS* Voltando pro blog, pq com certeza essa é a rotina que me faz tão bem!