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Lagriminhas.

Pouco depois de saber da mudança toda, começamos a encontrar nossos amigos e família para nos despedirmos. Sei que não é uma despedida eterna, claramente não estamos morrendo e graças a passagens promocionais e redes sociais, podemos nos comunicar com quem quisermos, a hora que quisermos. Mas, sempre que rola uma despedida, as lágrimas me acompanham.

Sempre chorei em despedidas. Encerrar alguma coisa sempre foi algo difícil pra mim, mesmo sabendo que ia acontecer, mesmo sendo minha escolha, mesmo quando a trajetória é difícil. No final do ensino médio chorei que nem criança mesmo sabendo que as amizades iriam permanecer (ok, não foi a maioria, mas ainda tenho amigos do colégio). Todas as vezes que troquei de emprego chorei também – mesmo pedindo pra sair. Então, pra sair do país não seria diferente, as lágrimas iriam rolar – e rolaram.

O meu choro não foi por tristeza, longe disso; essas lágrimas são de saudades. Saudades de todos os momentos que compartilhamos e de repente não ter isso. Um choro por saber que vou perder as piadas internas, que não vou participar tão mais das banalidades da vida, que vai demorar para tomar uma cerveja num Happy Hour de última hora. As lágrimas são pelos momentos que passamos e que talvez demore pra passarmos novamente.

Não fico triste por partir, pois a vida tem dessas coisas. Mas todas essas lembranças me fazem ficar sentimental e chorar é só consequência disso. Fico feliz de ter motivos para chorar, para sentir saudades. O bom mesmo é saber que estive – e ainda estou – rodeada de pessoas que deixaram bons momentos, boas lembranças e muitas boas (e outras não tão boas) histórias. Se chorei, é pelas saudades que terei de tudo.

Aquele vazio

1d283bdc6e02e30807a2ece963777c83Aquele primeiro vazio que dá ao ver as portas do guarda roupa vazio, ao tirar a última peça de roupa da gaveta e de preencher todo o espaço na mala e, aquele espaço em que eu vivera e conhecia a anos, gostava e desgostava, já não seria mais meu. Deu um friozinho na barriga, aquele que vem quando o “novo” surge… mas acho que é natural. Logo, as roupas que tinha tirado de um guarda roupa, já tinham seu espaço nas novas gavetas e até o final do dia tudo tinha tomado seu espaço. E, apesar da nova casa ter sido montada do nosso jeitinho, ainda – obviamente – não conseguia chamar de lar.

guardaroupaTodos esses vinte e seis anos vivendo com meus pais, fazendo muitas coisas pensando em família, dividindo quarto e tarefas, brigando, levando bronca e poucas vezes ficando sozinha em casa. É muito difícil desapegar do que já conhecemos, mas já era hora de mudar… A partir desse momento era hora de viver a vida a dois, no nosso canto, com as nossas manias e nossas (im)perfeições.

Nesse dia – 21 de fevereiro– o dia  em que oficialmente tudo mudou, muitas lágrimas rolaram. De alegrias de quem está dando um novopasso, de tristeza para os pais que não queriam cortar o cordão umbilical tão “cedo”, de medo do desconhecido e de toda a insegurança que estava dentro de nós. Todo mundo chorou um pouco, mas deixamos pra desabar e desabafar no final do dia, em volta da mesa na “outra casa”, comendo uma última pizza e trocando lembranças de algumas das muitas alegrias vividas, histórias de quando eu era criancinha e algumas desavenças que tivemos no passado.

Depois de muitas lágrimas e conversa, fomos em rumo ao nosso novo lar… Com o coração na mão, mas o peito aberto para as novas coisas que estarão por vir.

Quando…

rain

Quando nenhuma palavra amiga é o suficiente.
Quando boas notícias não causam tanto impacto assim.
Quando tudo é demais e uma coisinha boba vira a maior coisa do mundo. E você sente que está carregando o mundo nas costas, mesmo sem estar carregando nada importante.
Quando beber com amigos e se distrair não funciona. E quando a melhor companhia do mundo não significa estar bem acompanhado.
Quando se quer ficar só e o mundo não para de falar com você.
Ou quando você quer atenção de qualquer um, e todo mundo passa por você como se você não existisse, como se não importasse, como se ali não fosse seu lugar.
E talvez nem seja.
E quando todas essas situações vem juntas e a única coisa que te consola é não se consolar.

Lágrimas.

Quando só elas podem tirar toda a tensão e libertar de tudo que está sufocando.
Te livra do peso e te dá forças pra conseguir seguir e aguentar tudo que tem pra aguentar.
O choro contido, agora escorrendo pelos rostos, libertando as dores, angústias e inseguranças que a alma trazia, mas que depois de derramadas, trazem paz e forças pra continuar em frente.

As vezes só elas conseguem te fazer seguir.

Adeus 2013

2013 definitivamente não foi um dos meus anos favoritos… Coisas ruins aconteceram, coisas chatas aconteceram, mas também aconteceram coisas boas que me amadureceram como pessoa e me fizeram sorrir e ter emoções  inesquecíveis (tanto clichê…. deve não ser) Esse ano foi meu primeiro ano de férias, primeiro ano estreando o passaporte, arranhando o inglês…. Gastando muita grana e também comprando muita coisa. Conhecer lugares inesquecíveis, momentos alegres de uma viagem que começou meio torta mas terminou deixando muitas saudades e vontades. Foi ano de ter milhões de DR’s e descobrir defeitos ( não os dos outros… Os meus) e aprender a lidar com eles não foi tarefa fácil… Ver isso hoje, mostra o quanto pude amadurecer na matéria de relacionamento. E mostra como é possível mudar sem perder a essência e que muitas vezes é necessário ceder pra tornar as coisas mais leves. Descobri bons amigos esse ano… E redescobri velhos amigos. Um ano com decepções e surpresas e aprender que nem sempre é bom confiar em todo mundo. E mais que isso, que quem esta do seu lado pra valer, compartilha da sua dor também! Muitos shows esse ano e muitos eventos novos… rock in Rio, October Fest… Festas, bebidas e novos porres. Andei de kart esse ano e não fui bem, mas foi muito divertido! Foi o primeiro ano que levei a academia mais a sério, mas ainda assim não consegui meu tão desejado tanquinho 🙁 Aliás foi esse ano que criei o blog…. Comemorei meus 25 anos em alto estilo, com festa temática e mais que especial! Magoei, fui magoada… superei tudo isso e fiz varias cagadas de novo. Fiz coisa boa, ajudei o próximo, dividi lágrimas, risadas e abraços… Ganhei sobrinha nova na família! Primeiro ano que passo o Natal longe de todo mundo e que me deu sim um aperto no coração, mas que também vai servir de lição pra alguma coisa no futuro que ainda não sei o que é… Sei que agora já é dezembro e de 2013 só vai restar as lembranças… E pra 2014 muitas promessas, muito mais viagem, muito mais entrega! Não da pra ser hipócrita e acreditar que tudo será perfeito, mas eu não quero o perfeito, quero errar pra poder aprender e errar de novo… Rir, chorar, viajar, novas experiências e velhas experiências. Chega de 2013 e venha 2014 que estou ansiosa pra viver você!

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Mais um menos um

wpid-IMG_4236.JPGMais um ano de vida, menos um ano de vida… Eu não sou a pessoa que mais gosta de fazer aniversário, porque sempre me leva a refletir sobre a vida e todo mundo sabe que pensar na vida não é uma das coisas mais legais de fazer…

Um breve resumo de como foi ter 24 anos: um ano de muitos aprendizados, muitas risadas, muitas descobertas… Que nem sempre foram boas… Lágrimas, desesperos, emoções. O primeiro natal sem minha avó, um carnaval com a galera no carnaval de rua, um ano sem muita praia, mas também sem muito calor… Um ano de economia, pra depois gastar tudo na viagem pros States! Ah viajar! Foi o ano da primeira vez… Que fui pra fora do país, testar meu inglês barato e ver que o mundo é muito melhor do que o mundo que conhecia antes…. Primeira vez que fui no Rock in Rio e que com certeza vou mais vezes. Ano de show (John Meyer, Philip Phillips, Bon Jovi, Nickelback, Ben Harper, Matchbox 20, Frejat, Demônios da Garoa, Sambô), ano de risada, viagem, beber…. Mais uma tattoo e mais uma ânsia louca de querer fazer outras 100! Primeira vez de October Fest e um fim de semana de muitas aventuras.

25 anos

De provar vinhos, conhecer restaurantes, conhecer as pessoas… Foi um ano esquisitão. Ano que gastei bastante, mas também cabei bastante (nem que esse ganho tenha sido experiência). E falando em acabar, foi o ano que acabei também mais um ciclo da vida, finalizando a pós e terminando o TCC com chave de ouro. Um ano de altos e baixos, de reflexão… Dizem que nos 24 que a gente decide que lado do muro a gente ta… Não pro lado sexual, mas da pra decidir que lado do muro da vida a gente ta. Não vou filosofar aqui, sei que esse não foi o meu melhor ano e também acho que não foi o pior.

Espero que com 25 venha melhoras e experiências novas, desafios novos, novos motivos para sorrir, para sonhar, para acreditar…. Esse é só o começo de mais 1/4 de século… Muita coisa ainda vem pela frente! Mas que só as boas me levem pra frente e me façam querer seguir em frente.
Feliz 1/4 de século pra mim!