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Trinta

Eu sempre achei que quando eu chegasse nos 30 anos eu ia ser muito adulta. E talvez por isso eu sempre tive meio que medo de chegar aos 30, porque eu nunca me sentia perto de toda essa “adultisse”.

Sempre fui muito molecona, brinquei até mais do que se espera de uma criança, não levava as coisas muito a sério para o desespero dos meus pais. Pra mim crescer envolvia muito mais responsabilidade do que diversão. Achava que quando virasse oficialmente adulta, ia virar um desses adultos chatos, sérios. Mas não é bem assim. A responsabilidade vem – junto com os boletos pra pagar-, mas vem também a liberdade, as escolhas, a maturidade… ah, como é bom olhar pra trás e ver o quanto mudei.

A vida pode ser divertida, e até mais do que era. É bem clichê mas é verdade: a idade tá na nossa cabeça. Só é limitante quando a gente deixa ser, só é pesada quando a gente coloca esse peso. Tá certo que o corpo cede algumas vezes, mas é o preço a se pagar.

O que seria um desespero pra mim há 10 anos atrás, estar com 30 mais perdida do que quando vim ao mundo, sem filhos, sem trabalho, hoje é um dos motivos da minha alegria. Provavelmente daqui há 10 anos vou olhar pra trás e me sentir uma idiota, e isso é ótimo.

Sigo na vida correndo atrás do meu sonho de criança: ser o pato Donald.

Hoje é sobre mim

Hoje vai ser sobre mim
Sobre as minhas vontades, minhas histórias e meus desabafos
Hoje vai prevalecer os meus gostos, minha música, minha dança
Hoje é o meu dia
O dia de me satisfazer, de sorrir pro sol
Nada de carregar o mundo das costas
Hoje ando sem mochila, sem pesos, sem preocupações
Hoje o dia é sobre mim
Sobre me fazer bem, sobre me sentir bem
Olhar pra onde eu gosto de olhar
Sentir o que eu quero sentir
Hoje e sobre as minhas futilidades
Sobre as minhas necessidades
É sobre o que eu quero
Ou talvez o que eu ache o que eu quero
São as minhas incertezas
Minhas inseguranças
Meu próprio umbigo
Minha liberdade

Sinto muito
Mas hoje o dia é só sobre mim
Precisa ser só sobre mim.

Luana livre

Luana sempre foi uma menina livre.
Desde pequena tinha a liberdade de escolher entre os vestidinhos cor de rosa que ela tinha, tinha a liberdade de escolher qual boneca brincar e qual brincadeira de menina que queria participar. Luana era livre para não participar dos jogos com meninos, era livre para ajudar a mãe nas tarefas domésticas e tinha total liberdade para não falar de futebol com os amigos.

luana - livreLuana cresceu e ficou mais livre para exibir toda a feminilidade, livre para vestir seus vestidos quando se sentia segura, livre para escolher a cor do batom desde que não chamasse muita atenção. Era livre para namorar um “rapaz de bem”, livre para ter filhos, mesmo não querendo muito, livre para ter uma casa própria, apesar de ter que abrir mão do sonho de viajar por alguns anos, livre para ter um emprego em uma grande corporação, mesmo querendo trabalhar em seu próprio ateliê

Luana era livre para escolher fazer da sua vida o que bem entendesse, exceto se outras pessoas não achassem que suas escolhas fossem normais.

Luana sempre foi livre.
Mas o que ela não sabia é que seu mundo estava dentro de uma gaiola.

Quando…

rain

Quando nenhuma palavra amiga é o suficiente.
Quando boas notícias não causam tanto impacto assim.
Quando tudo é demais e uma coisinha boba vira a maior coisa do mundo. E você sente que está carregando o mundo nas costas, mesmo sem estar carregando nada importante.
Quando beber com amigos e se distrair não funciona. E quando a melhor companhia do mundo não significa estar bem acompanhado.
Quando se quer ficar só e o mundo não para de falar com você.
Ou quando você quer atenção de qualquer um, e todo mundo passa por você como se você não existisse, como se não importasse, como se ali não fosse seu lugar.
E talvez nem seja.
E quando todas essas situações vem juntas e a única coisa que te consola é não se consolar.

Lágrimas.

Quando só elas podem tirar toda a tensão e libertar de tudo que está sufocando.
Te livra do peso e te dá forças pra conseguir seguir e aguentar tudo que tem pra aguentar.
O choro contido, agora escorrendo pelos rostos, libertando as dores, angústias e inseguranças que a alma trazia, mas que depois de derramadas, trazem paz e forças pra continuar em frente.

As vezes só elas conseguem te fazer seguir.

Makes

Aproveitei a viagem pra comprar alguns produtinhos de beleza pra segurar essa cara nos dias úteis não eh fácil e quando voltei pro Brasil vi que basta mais cabia e comprei uma maletinha organizadora.

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Aonde? Na 25 de março … A princípio ia comprar na liberdade mas o preço vai estava essa maravilha toda (por volta dos 180 a pequena) daí resolvi andar até o centro da cidade e procurar um pouco mais…
Em uma das lojinhas da 25, achei por 59 dinheiros a pequena, com acabamento bo bom e várias opções de cores!
A grande estava 79, mas achei demais! Preferi pegar a pequena por ser mais fácil de carregar em uma viagem e ocupar menos espaço no guarda roupa.

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Mas caiu como uma luva! Ficou demais, tudo coube e ficou organizadinho, nem parecia que era meu kkkk
Acho item super favorável pra quem tem maquiagem e não tem uma penteadeira grande pra deixar tudo a mostra!