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2017, um ano de transformação

2017 foi um ano de metamorfose.

Foram 12 meses de transformações, começos e recomeços, de despedidas, reencontros, muitos sorrisos e muitas lágrimas, conexão, descobrimento – o maior deles, sobre eu mesma.
Foram 12 meses que encontrei em mim uma criança, com olhar de descobrimento de um novo mundo, desbravando o desconhecido – e muitas vezes tendo medo disso-, experimentando novos sabores, novas experiências.
Foram 12 meses que também encontrei em mim uma mulher, me livrei de algumas âncoras, encontrei poder dentro de mim, procurei saídas e soluções – que vezes encontrei, vezes não -, amadureci ideias, pensamentos, atitudes, opiniões.

Durante esse ano preenchi alguns espaços que ficaram vazios.
Inspirei novos sentimentos.
Descobri que vida não segue planos.
Não foram tudo flores.
Não foram tudo espinhos.

Foi um ano um tanto esquisito; um ano que não fiquei confortável, mas todo esse desconforto me fez amadurecer. Termino esse ano convencida que cresci bastante e eu encontrei eu mesma dentro de toda essa bagunça. O ano termina e eu saio dele completamente diferente de como entrei, e fico muito feliz com isso tudo.

O que você já deixou de fazer por ser mulher?

mulherVira e mexe esse assunto aparece nas conversas, no Facebook, no twitter. Ser mulher nunca foi uma tarefa fácil, mas nos dias de hoje felizmente ganhamos voz e direitos e não temos que aguentar coisas que nossas avós, tias e mães aguentaram no passado. Mesmo assim, não fazemos 100% das coisas que queremos, e nos podamos muitas vezes antes de sair de casa, ou até mesmo dentro dela. E ai vem a grande questão: O que você já deixou de fazer por ser mulher?

Já deixei de sair de vestido quando ia sair de metro ou ônibus, de colocar calça legging antes de chegar na academia, de me arrumar demais pra ir em bares só com meninas. Já pensei mil vezes antes de colocar uma calça branca, deixei de por carro na vaga em frente a um bar cheio de homens. Tem roupas que tenho que usar sem sutiã, e quase não uso. Decotes só quando saio de carro ou acompanhada do namorado.

Não respondi ofensas que recebi na rua quando estava sozinha, fiquei com medo de pegar táxi de madrugada ou caminhar na rua depois que anoitece. Já me senti enojada de coisas que ouvi na rua e de mãos atadas. Deixei de ir em bares sozinha, de fazer certo caminho até em casa, deixei de usar algumas cores de roupas e batons.

Deixamos de fazer muitas coisas pro ser mulheres, como se fossemos culpadas de alguma coisa.

“Ah, mas é melhor evitar, né?” Não, não é. O melhor é que cada homem (e mulher também), tome consciência e pare de achar que é normal essas situações ou normal colocar mulheres nessas situações. Pensa ai, você mulher o que deixou de fazer (ou sua mulher, mãe, irmã) e pare pra refletir. Isso não pode mais acontecer, ok? Vamos fazer corrente do bem, todo mundo toma consciência e vai passando pro amiguinho. Fica a reflexão.

TPM

Semana passei por um incrível fenômeno da vida de uma mulher, que se você é uma mulher ou tem uma mulher por perto, bem perto, sabe muito bem do que eu tô falando: a TPM.

Mas o que é a TPM?

TPM é querer loucamente comer doce.
Doce na hora do almoço, doce na hora do café, doce na hora do doce, doce com arroz, doce com feijão, doce pra tirar o doce. É ficar louca do cu de doce, e encher a cara de doce e consequentemente a cara de espinhas e a balança de números… Daí o que faz pra resolver? Come mais doce.

Ai depois de se entupir de chocolate, a vida fica melhor? Não… Você fica triste e começa a querer chorar porque tá gorda, porque comeu demais, porque acabou o chocolate, porque nada dá certo nessa vida, porque o mercado já fechou, porque tem que ir no banco… Tem mil motivos pra ficar triste, desde o cadarço que desamarra até o cachorro que latiu pra você (sim, essa aconteceu comigo recentemente).

Daí tem alguém perto, você vai chorar pra ela? Obvio que não. Você vai se irritar com a pessoa mesmo que ela não faça nada. Você começa a falar e ela responde, ai você fica puta porque ela respondeu. Aí ela fica quieta e você fica puta porque ela não fala nada. Daí fica puta porque fulano demorou no chuveiro, fica puta porque ciclano deixou o chinelo no meio da sala, fica puta porque tá puta e não queria ficar puta e aí fica mais puta ainda.

Ai os peitos ficam inchados e a barriga também. E aí você repara que todo mundo só olha pra marca da sua pança na camiseta, pulando um pouco pra fora da calça jeans e fica triste disso, querendo chorar. E repara também que tá todo mundo olhando pro seus peitos e fica puta… E ai fica nesse ciclo de putassa e tristíssima com o mundo e querendo muito comer um doce pra esquecer tudo isso.

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Mas aí, uma semana depois, vem a danada da menstruação e você entende que tudo que aconteceu na semana passada não foi o capeta querendo seu corpo, foi só uma TPM. Tá tudo bem agora? Não… não tá não, porque a vida, meus amigos, ela não dá as coisas de bandeja pra gente não. Ainda tem uma semana pela frente de sangue escorrendo, de cólica te matando por dentro, de preocupação com a diaba não ter vazado e de pedidos pra amiga olhar sua bunda pra ver se tá tudo ok.

Depois dessas duas semanas, aí sim fica tudo bem. Por mais duas semanas, até começar tudo de novo… Essa é uma das belezas de ser mulher <3

Sobre estupro

Semana passada foi feita uma pesquisa super polêmica e com o resultado mais polêmico ainda, realizada pelo IPEA e divulgada pelo Estadão. O principal resultado da pesquisa trouxe que:

65% dos brasileiros acham que mulher de roupa curta merece ser atacada

Milhões de comentários e debates sobre essa pesquisa estão sendo debatidos em sites, na time line do Facebook, blogs, twitter.. E não tinha como ser diferente. Inadmissível viver nos dias de hoje com esse tipo de pensamento na sociedade.

Ninguém merece ser vítima do estupro. Ninguém tem culpa de ser estuprado. Aliás, a culpa é unica e exclusivamente do estuprador. É muito chocante que a maioria das pessoas achem que realmente a mulher tem culpa, que o jeito de se vestir e agir dá direito de acontecer um ato tão nojento, tão criminoso! Dá vergonha de ver que a pesquisa aponta as mulheres como erradas, que vivemos numa sociedade com o machismo tão enraizado e que as pessoas acreditam mesmo que há uma razão para o estupro. Apenas que, dá vergonha… Me faltam palavras pra expressar tamanha vergonha, indignação e tristeza que me dá quando o assunto é esse.

Vamos pegar os exemplos que temos em casa. Sua mãe, sua irmã, sua tia, sua filha. Se alguma delas sair com “a roupa certa para o estuprador”, quem tá errado nessa situação? Essa “cultura do estupro” tem que acabar! Ainda não me entra de jeito nenhum na cabeça que esse tipo de assunto é debatido no sentido inverso, que estamos caminhando pro contra, não estamos avançando em nada! Esse machismo nojento que ainda perpetua na sociedade tem que acabar. Nós mulheres não podemos mais viver com medo, as margens e ainda mais “ser culpada” por uma coisa tão inescrupulosa e sem sentido.

“Ahh é a roupa curta.. é o jeito… é o comportamento”. Não há justificativa, pois não faz sentido pra todo esse desvio de conduta que acontece na sociedade. Apareceu um alguém X com um artigo na Veja, falando que a pesquisa induz aos resultados, que fala que sobre ATAQUE e não estupro. Amigão, nenhuma mulher quer ser atacada. Não queremos receber cantada de pedreiros, mexidas na rua, ser agarrada na balada, tomar tapa na bunda e nem encoxada no ônibus. A gente quer respeito e dignidade, independentemente da roupa, do jeito, do comportamento. Porque isso não significa nada, isso não significa que a mulher pode ser julgada… E quando você faz isso, julga e a classifica como puta, despudorada, fala que ela “ta pedindo”, você faz parte dos 65% que está de acordo.

Foi lançado um movimento nas redes sociais  #EuNãoMereçoSerEstuprada, onde as mulheres aparecem nuas, da cintura pra cima e fotografam com uma placa cobrindo os seios a frase: “Eu não mereço ser estuprada!”. E nenhuma mulher merece mesmo… E sem mais palavras pra minha revolta, termino o post com as fotos do movimento e que sirva de reflexão para as pessoas que responderam essa pesquisa…

estupro

 

Onde abunda nada falta

Tava navegando e viajando nas ondas desse maravilhoso mundo que é o da Internet e principalmente pelas águas do Pinterest e achei um álbum muito legal: Onde abunda nada falta. E como a bunda é o que faz parte dos corações das pessoas, dos sorrisos, dos aplausos… As vezes do choro, tristeza e sofrimento, mas não aqui. A famosa paixão brasileira e dos estrangeiros, a moda do verão, o esforço da mulherada na academia, a virada de pescoço dos homens e também mulheres… A BUNDA!

A partir de hoje, vou fazer um quadro aqui no blog com as melhores bundas da semana, sejam elas femininas ou masculinas, pra animar um pouco ou variar um pouco… Pois como diz o próprio nome (do que vai ser nosso “tema”): onde abunda, nada falta.

bunda