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Saudade

Era tanta saudade que se tinha.
Saudade das palavras de amor que trocavam quando se conheceram.
Saudade das noites passadas em claro fazendo planos de viagens, planos de futuro.
Saudade de todo carinho e aconchego que encontravam um no peito do outro.

Não havia mais tempo para saber um do outro.
Não se ouvia mais “eu te amos” avulsos.
Não ficavam mais tão perto, não se sentiam.

Todo aquele chamego, aquele começo, aqueles pequenos detalhes foram sumindo aos poucos.

Tomados pelo cansaço do trabalho, pela rotina do dia-dia e cobranças da vida adulta.
Não havia mais tempo para se ouvirem.
Não havia mais vontade de provas de amor.

Havia apenas saudade.
Saudade de quem eram, saudade do que faziam, saudade do que queriam ser.

Criatividade

Todos somos seres criativos. Podemos usar nossa criatividade para resolver coisas do trabalho, para nos divertimos com a família e amigos, durante o dia dia e para afazeres doméstico. Usamos como fonte de trabalho e fonte de inspiração. E quando digo que todos somos seres criativos é porque somos mesmo.

Pense nas diversas soluções que encontramos para sair de casa quando a grana tá curta, pra resolver um problema no trabalho que está empacado a dias, para decorar a casa nova ou para zoar um amigo.

844e45ae5094eca4bcf8d24aad47aee5A criatividade nos faz enxergar mundos e formas diferentes, nos faz questionar mais, nos faz ter novas ideias, nos move. Ser criativo vai além das atividades artísticas, além da divisão de Humanas x Exatas. Exercitar a criatividade nos faz mudar o modo de pensar, de adaptar ideias, de desenvolver novas soluções.

Dito isso, volto a afirmar que todos somos seres criativos, as vezes só precisamos desenferrujar um pouco. Sendo assim, deixo algumas dicas exercitarmos nossa criatividade:

  • Seja curioso, assim como fazíamos quando éramos crianças. Pergunte, se encha de dúvidas e corra atras das respostas. Não se conforme com respostas curtas ou respostas padrões. Pesquise e vá atrás, o google tá aqui nas nossas mãos e sempre ajuda um curioso.
  • Anote pequenas ideias. Muitas ideias ou sacadas aparecem quando menos nos damos conta. Então ter um bloquinho sempre a mão (ou o celular, não é mesmo?) ajuda a não deixar essas ideias escaparem naquele momento, e você pode pensar melhor nelas depois.
  • Saia da rotina. Faça o caminho pro trabalho diferente, coma em lugares que não costuma comer, mude o menu do café da manhã. Faça as coisas diferentes para sair do piloto automático. Vivemos fazendo muitas coisas do mesmo jeito e já não percebemos quanto tempo passamos no “modo avião”. Perceba e mude isso!
  • Relaxe. Tire um momento para si sem precisar pensar em nada. Ouça música, dance, cozinhe, transe. Faça o que te faz relaxar e esquecer problemas e pressões. Nos momentos de relaxamento as ideias fluem melhor na cabeça.
  • Busque experiências diferentes. Brinque como uma criança, pule de paraquedas, conheça sua cidade, tire fotos, pinte, borde, corra. Se mova, não seja movido pelo mundo. Faça acontecer alguma coisa diferente na sua semana, no seu dia. Fazer diferente te faz pensar diferente.
  • Não limite seu pensamento. Tenha a mente aberta, pense positivamente. Não use palavras que limitem seus pensamentos. Aceitar pensamentos e ideias diferentes das nossas faz parte do processo e engrandece a mente.

Se essas dicas não derem certo, não se preocupe. Há tantos outros jeitos de exercitar a criatividade, como viajar, ler, discutir (saudavelmente) com amigos, sair e tomar um chopp, pintar, correr, desenhar. Enfim, só escolher o que mais combina com você. Mas faça! Exercite sua criatividade, busque fazer as coisas de um jeito diferente, se mova. Você não vai se arrepender.

A distância…

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Uma frase controversa que sempre fez sentido pra mim, mas agora vivendo na pele, faz mais sentido ainda: Muitas vezes, a distância une as pessoas. Nunca achei que fosse uma pessoa de difícil convivência, mas mesmo dentro de um apartamento pequeno e dividindo o quarto com minha irmã, procurei ter um espaço só meu, para fugir do que quisesse.

Durante 26 anos da minha vida, sempre vivi com a minha família. E, apesar da boa relação que temos, foram muitos anos ouvindo minha mãe pedir pra limpar a casa, meu pai mandar eu lavar a louça e brigar com minha irmã por causa de roupas. E dentre todos esses momentos, a gente se esquecia de falar que se amava, que depois de longos dias fora de casa estávamos com saudades, de falar que essas pessoas são essenciais pra sua vida. O dia-dia era tão cercado de rotinas, que a gente acabava esquecendo de falar o óbvio.

Mas aí eu saí de casa, e as coisas mudaram. Não acho que minha família me ama mais porque tô longe (será?), mas agora o que a gente se escondia dentro da nossa rotina, é dito. Sair de casa me trouxe mais perto dos meus pais. Tenho conversas com a minha mãe que nunca tinha tido. Meu pai sempre teve a postura de durão, entre conversas, fala que sente saudades e pede pra eu voltar pra casa. E com a minha irmã, percebo que as conversas são mais constantes, mesmo que seja por whatsapp.

Enfim, a experiência de sair de casa está sendo ótima. Hoje tenho um cantinho meu, com a minha cara e mesmo que compartilhado com dois meninos (Fabio e Pickles), já é o meu lugar preferido de estar. E além disso, ganhei outro cantinho, cheio de amor e mimos que é a casa dos meus pais. E ai você aprende que falar EU TE AMO, SINTO SAUDADES, PRECISO DE VOCÊ, FICA AQUI COMIGO não mata, não engorda e faz um bem danado!

Rotina

Acorda cedo – muitas vezes atrasadas por falta de querer levantar da cama. Toma banho. Arruma cabelo. Escolhe a roupa pro longo dia. Escolhe sapato. Sai de casa atrasada. Pega o carro. Pega o transito. Liga o waze e vai se maquiando no caminho. Corta caminho. Procura vaga pra estacionar em meio aos cones. Acha vaga, mesmo que longe. Chegando trabalho. Da bom dia, e na maioria das vezes ninguém responde. Liga computador. Bate o ponto. Começa a ler e-mail e ver os problemas do dia. Resolve alguns, chegam outros. Hora do almoço. Desabafos, risadas e conversas aleatórias não relacionadas ao trabalho. Cafezinho pra acordar. Volta do almoço. Mais e mails, mais trabalhos e mais cobranças. Fone o dia todo para aguentar até o fim do dia. Mais um expresso pra espairecer. Volta pro trabalho. Aquele clima fúnebre, todos com fone, com a mesma expressão facial. Trabalho, e-mails e telefonemas. Fim do dia e a cara de final de feira. Academia, ou inventar uma desculpa que convença a mim mesma de não ir. Volta pra casa. Toma banho. Assisto um pedaço da novela com a mãe. Janta. Escova dentes. Vejo algum seriado ou ficar na internet de bobeira por umas horas. Me sentir cansado de tudo. Dorme. mudança A rotina que trazemos para nossos dias e que acabam pesando tudo aquilo que é ruim. Rotina sempre teremos. Todos os dias temos que levantar da cama, tomar banho (espero eu), ir pro trabalho, almoçar, pegar transito (principalmente pra quem mora em SP). Enfim, essas rotinas existem e mesmo mudando um pouco, fazendo as coisas diferentes, elas vão existir. E isso não é exatamente ruim. O problema é quando tudo vira rotina e ai de repente, tudo fica chato. Levantar da cama vira uma tortura, tomar banho dá uma preguiça, nenhuma roupa é boa o suficiente pra sair, o transito fica insuportável.

Você (ou eu no caso) fica no limite, e qualquer coisa é NOOOOOSSSAAAA! Quando estamos infelizes com alguma coisa que faz parte da nossa vida – trabalho, relacionamento, família, amigos – a gente vive no limite. É ruim, muito ruim. Digo isso com propriedade porque estou passando por isso. Estar 3/4 felizes é não estar feliz por completo, e realmente, a laranja podre acaba estragando as demais. A gente fica amargo, reclama mais do que deveria, se aborrece, se cansa, reclama mais um pouco. Mas aqui, refletindo com meus botões, fiquei pensando que tudo é culpa nossa e que se passamos por isso é uma decisão nossa. Óbvio que não dá pra largar emprego quando você sustenta uma família. Não dá pra largar a família, marido/mulher, filhos. Mas dá pra mudar o pensamento, dá pra procurar fazer o melhor, dá pra mudar. E nunca é tarde pra mudar. Tampouco é fácil. Mas mudar pra se fazer feliz vale a pena. Não dá pra passar a vida toda reclamando ou se sentindo um saco de cocô por estar vivendo a vida que não quer viver (ou parte dela).

Se você tem dúvidas, tenta falar o que você faz/ sobre seu relacionamento/ seus momentos com a família/ sobre suas amizades/sobre as coisas da vida em voz alta, e veja se tudo (tem que ser tudo mesmo!) faz sentido. se você consegue pensar num “futuro” feliz com o andamento das coisas.

Foi fazendo esse exercício que identifiquei o que tinha que ser mudado, e até deu uma aliviada. Claro que não para por ai, os próximos passos é mudar essa situação, por em prática algumas ações, planejar outras. Não vai ser de uma hora pra outra, mas deixo aqui uma dica pra quem talvez esteja passando por situação semelhante.

PS* Voltando pro blog, pq com certeza essa é a rotina que me faz tão bem!