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[livro] minha história – michelle obama

ando lendo alguns muitos livros e resolvi compartilhar algumas de minhas reflexões sobre alguns. talvez não sejam resenhas complexas ou realmente um resumo, mas ideias que pensei e mal elaborei e quem sabe fica de dica pra quem quiser também ler. em janeiro li  Minha história, da Michelle Obama. nesse livro, basicamente, Michelle conta sua biografia: desde os tempos que era criança até chegar ao papel de primeira dama primeira dama. enquanto estava lendo Minha história,  fiquei com a sensação de sempre estar esperando algum grande drama acontecer. os pais vão morrer, vai acontecer alguma coisa com o irmão, ela não vai conseguir o que esperava, etc.. e depois que percebi que era uma história de vida “comum”, fiquei com uma sensação de porque estou lendo esse livro? nem tem nada demais… histórias contadas de mulheres, e especialmente de mulheres negras, sempre nos é associado à histórias que envolvem sofrimento, muita luta e também muita tristeza e pontos de virada. a mulher ela tem que sofrer para no final parecer que ela mereceu ser feliz. ela precisa ter uma vida rodeada de tristeza e empecilhos para no final ser vitoriosa. a história da mulher nunca pode começar com muitas vitórias e contar com muitos sucessos logo de cara, a mulher já é tida como poderosa demais, arrogante demais. a história de Michelle não é dramática à esse ponto. é uma história comum (com muitas ressalvas, pois é uma história de uma mulher negra, que sabemos nunca é fácil e primeira dama, que é um recorte único). tem lutas, tem o drama de uma família classe média, tem suas adversidades, mas não é uma história de sofrimento tampouco com final feliz clichê. Michelle conta seus dramas como mulher e negra na sociedade, seus momentos como criança, na faculdade, como advogada, suas inseguranças, sua vida pessoal e suas dúvidas. ela mostra no livro como foi importante seguir sua intuição e o quanto ela ouvir e entender sua potencia foi importante para seu posicionamento. ela não quis ficar a sombra de seu marido e ser apenas a primeira dama dos EUA como muitas foram. Michelle aproveitou do seu papel, de sua visibilidade para fazer projetos humanitários, relevantes, mas também sem abrir mão de sua vida em família. esse livro me fez sentir muitos sentimentos, desde esse questionamento do papel da mulher nas histórias – porque a história da mulher sempre vem atrelada à um sofrimento ou uma salvação por um homem/trabalho/etc -, a importância de mostrar que uma pessoa “comum” pode (e deve) estar nesse local de representatividade e por fim, a atenção aos sinais dados pela nossa história que acabamos não nos atentando, dado as outras prioridades que vão surgindo na vida. é um livro longo, em que Michelle abre suas vulnerabilidades, suas conquistas, sua família e como não poderia deixar de contar, a vida política.

“…ter uma história não significa chegar a algum lugar ou alcançar algum objetivo. Entendo-a mais como um movimento adiante, um meio de evoluir, uma maneira de tentar … ser uma pessoa melhor. É uma jornada sem fim.”

Vamos falar sobre empatia

Empatia significa a capacidade psicológica para sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela. Consiste em tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar de forma objetiva e racional o que sente outro indivíduo.

e5549467de35c5ed8526d6dcaf87b850Sim, vamos falar sobre empatia. Eu não sei o que aconteceu com as pessoas nesse meio do caminho. Não sei se foi a internet, não sei se foram as redes sociais, não sei se foi só a má educação mesmo. Mas acontece que vivemos tempos difíceis meus amigos.

As pessoas estão cada vez mais egoístas, olhando apenas pro próprio umbigo. Não se importam se tem alguém com mais necessidade de pé no ônibus, não ligam se tem alguém passando fome nas ruas, não dão “bom dia” para pessoas que sentam ao lado no trabalho e muito menos pro porteiro do prédio. Ai acontece uma coisinha com você e ninguém se importa, e o que você diz? O mundo tá muito egoísta. E essa corrente de egoísmo vai passando, até que ninguém se importa com ninguém e cada um age por si só.

Ninguém quer morar num mundo desse. Eu não quero pelo menos. Que tal começar o dia sorrindo pra alguém que você mal conhece, ouvindo as histórias dos seus avós, ser solidário, doar nosso tempo pra ajudar alguém ou fazer alguma coisa de bom pro mundo. Fazer e tratar o mundo e as pessoas (nem preciso falar dos animais né?) como gostaríamos de ser tratados é o mínimo que podemos fazer por nós mesmos. Um simples sinal de empatia pode mudar o seu dia e o dia de alguém. Vamos pensar nisso.

A distância…

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Uma frase controversa que sempre fez sentido pra mim, mas agora vivendo na pele, faz mais sentido ainda: Muitas vezes, a distância une as pessoas. Nunca achei que fosse uma pessoa de difícil convivência, mas mesmo dentro de um apartamento pequeno e dividindo o quarto com minha irmã, procurei ter um espaço só meu, para fugir do que quisesse.

Durante 26 anos da minha vida, sempre vivi com a minha família. E, apesar da boa relação que temos, foram muitos anos ouvindo minha mãe pedir pra limpar a casa, meu pai mandar eu lavar a louça e brigar com minha irmã por causa de roupas. E dentre todos esses momentos, a gente se esquecia de falar que se amava, que depois de longos dias fora de casa estávamos com saudades, de falar que essas pessoas são essenciais pra sua vida. O dia-dia era tão cercado de rotinas, que a gente acabava esquecendo de falar o óbvio.

Mas aí eu saí de casa, e as coisas mudaram. Não acho que minha família me ama mais porque tô longe (será?), mas agora o que a gente se escondia dentro da nossa rotina, é dito. Sair de casa me trouxe mais perto dos meus pais. Tenho conversas com a minha mãe que nunca tinha tido. Meu pai sempre teve a postura de durão, entre conversas, fala que sente saudades e pede pra eu voltar pra casa. E com a minha irmã, percebo que as conversas são mais constantes, mesmo que seja por whatsapp.

Enfim, a experiência de sair de casa está sendo ótima. Hoje tenho um cantinho meu, com a minha cara e mesmo que compartilhado com dois meninos (Fabio e Pickles), já é o meu lugar preferido de estar. E além disso, ganhei outro cantinho, cheio de amor e mimos que é a casa dos meus pais. E ai você aprende que falar EU TE AMO, SINTO SAUDADES, PRECISO DE VOCÊ, FICA AQUI COMIGO não mata, não engorda e faz um bem danado!