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música para os meus ouvidos

quando eu era pequena, sempre estava tocando música em casa. fim de semana era sinônimo de música alta no rádio. fui criada ao som do samba que meu pai ouvia frequentemente e, pra idade que eu tinha, parecia também infinitamente. minha mãe gostava dos sertanejos e das músicas mais românticas. sempre tivemos como plano de fundo Zeca Pagodinho, Tim Maia, Bete Carvalho, Cássia Eller, Raul Seixas, Fundo de Quintal, Cazuza, Zezé de Camargo, Leandro e Leonardo. tive pouca influência de músicas internacionais quando era mais nova, exceto por um álbum do Queen que tocava randomicamente.

meus pais tinham uma coleção de vinil, e ainda tinha alguns para mim e para minha irmã, tipo Xuxa e Trem da Alegria. mais tarde essa coleção deu lugar aos muitos e muitos CDs. vivi a adolescência dos anos 2000, quando baixar música estava em alta, e com isso, músicas de todos os gêneros passaram pelo meu player , sem falar dos tantos e variados clips na mtv que iam desde System of a Down à Só Pra Contrariar. sempre ouvi de tudo e hoje mais ainda, vide minhas playlists no Spotify que passa pelo samba, rap, funk, pop.

tinha um medo danado de virar um adulto que não ouve música ou ouve sempre as mesmas, e acho que isso me incentivou a buscar as novidades, a me interessar por estilos diferentes. além disso, ouvir música também tem me ajudado num tanto a encarar o alemão de forma mais leve <e no passado inglês>, ainda que por alguns minutos.

no ano passado comecei a aprender a tocar violão <ainda falta um tanto> e algumas notas que vou aprendendo no caminho as vezes me emocionam. hoje, quando preciso me conectar, me distrair, me extravasar, recorro a música. essa é relação de energia, de força de poder que a música traz pra mim; conta histórias, envolve, preenche.

ouvi pouco Caetano na minha vida. algumas músicas soltas, mas nunca um CD inteiro. até agora. o cd Ofertório, que Caetano fez junto aos filhos é simplesmente delicioso. é emocionante, é alegre, é bonito , é como que um convite pra sentar numa roda de amigos. um cd que me abraçou.

eu demorei um pouco pra ver o clipe do AmarElo quando saiu, e a música por si só já tinha me emocionado, mas o clipe é muito bom, e confesso me arrancaram algumas lagrimas. a letra, a imagem, a melodia, as participações (Majur e Pabllo e a voz de Belchior) tudo muito intenso e ao mesmo tempo delicado, um verdadeiro soco.

 

Los Hermanos

Se tem uma coisa pela qual peguei amor, esse alguém (ou alguéns) é o Los Hermanos. Quando tocavam Anna Julia, meus primos mais velhos ouviam e passei a ouvir também. Já estavam no segundo disco da carreira, e achei bem legais as músicas deles, e aí agreguei pra vida. Talvez não tenha sido amor a primeira vista (já que a primeira era Anna Julia, e já tinha dado no saco), mas nas demais vistas – ou ouvidas – eles ganharam meu coração e agora já não sei viver sem.

Pra todos os momentos da vida tenho uma música do Los Hermanos pra linkar: momentos de reflexão, de alegria (sim, eles tem músicas alegres ou que me deixam bem pra cima), pra muitas fases pensativas. E, as vezes sem querer, algumas músicas passaram a fazer parte da vida – como foi o caso da música Pois é, que me trouxe más notícias enquanto a ouvia, ou da Cadê Teu Suim que me trouxe boas risadas ao seu som.

Acho que tava bem felizinha nesse show!

Acho que tava bem felizinha nesse show!

Tem gente que odeia, mas fazer o que? Não sou pastora de Igreja Evangélica para converter ninguém pro Team Los Hermanos, mas quem gosta de verdade, sabe do que eu to falando. Eles encerraram a carreira há 12 anos e depois disso fizeram mais uma turnê em 2012. No começo desse ano, pós carnaval, eles anunciaram uma nova turnê e como toda boa fã, fui também. Uma das melhores partes da turnê desse ano, é que foi bem no dia do meu aniversário, no Rio de Janeiro, no camarote e open bar!

E, enquanto comprava os ingressos em Março, nem imaginava que minha vida ia mudar como mudou e eu faria o curso do Decola e precisaria ter #30ideias30dias. Mas como nada nessa vida é pura coincidência, nada mais justo do que colocar o show do Los Hermanos juntamente da tag #30ideias30dias.

 

E pra quem gosta, ou quer conhecer, ou quer rever… O vídeo dessa turnê 2015, que foi gravada aqui em São Paulo, no Anhembi:

Maratona de shows!

22-09Não precisa nem falar que os shows foram excelentes e uma maratona cansativa…. Dormimos pouco de quinta pra sexta, pra pegar o voo cedo e depois correr pra pegar o avião e depois pra ir pra cidade do Rock.

No show no John Mayer tava bem friozinho em SP e o que me deixou mais puta da vida foi o som ser uma merda! Som baixo pra quem não estava na frente, telão pequeno… Isso estragou um pouco e o fato de os caras inflacionarem a cerveja no meio do show (de 8 para 10 reais). Um absurdo!

Já o RiR foram só supresas boas! Chegamos no Rio com clima excelente, longe da previsão da chuva do Clima Tempo (ainda bem). Apesar dos ônibus cheios e 2 horas de longa caminhada pra cidade do Rock, valeu super a pena! Achei tudo da maior organização, grama sintética, com comes e bebes e shows demais que humildemente falando, o dia que escolhi foi o melhor (dia do Bon Jovi).

Shows do Ben Harper, Grace Potter e Nickelbak surpreenderam muito! Bon Jovi também foi muito bom, mas vou dizer que fiquei decepcionada quando ele não abriu o show com It’s my life”….

Quanto as atrações, sem chances de “brincar”, a fila mais rápida demorava 2 horas! u.u” E ai preferimos ver os shows né? O fim de semana no Rio foi maravilhoso, com muito calor e muita cerveja! O mais triste voltar depois de toda essa maratona a rotina normal. Mas foi realmente muito boa essa nova experiência e com certeza voltaremos ano que vem!