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Rotina

Acorda cedo – muitas vezes atrasadas por falta de querer levantar da cama. Toma banho. Arruma cabelo. Escolhe a roupa pro longo dia. Escolhe sapato. Sai de casa atrasada. Pega o carro. Pega o transito. Liga o waze e vai se maquiando no caminho. Corta caminho. Procura vaga pra estacionar em meio aos cones. Acha vaga, mesmo que longe. Chegando trabalho. Da bom dia, e na maioria das vezes ninguém responde. Liga computador. Bate o ponto. Começa a ler e-mail e ver os problemas do dia. Resolve alguns, chegam outros. Hora do almoço. Desabafos, risadas e conversas aleatórias não relacionadas ao trabalho. Cafezinho pra acordar. Volta do almoço. Mais e mails, mais trabalhos e mais cobranças. Fone o dia todo para aguentar até o fim do dia. Mais um expresso pra espairecer. Volta pro trabalho. Aquele clima fúnebre, todos com fone, com a mesma expressão facial. Trabalho, e-mails e telefonemas. Fim do dia e a cara de final de feira. Academia, ou inventar uma desculpa que convença a mim mesma de não ir. Volta pra casa. Toma banho. Assisto um pedaço da novela com a mãe. Janta. Escova dentes. Vejo algum seriado ou ficar na internet de bobeira por umas horas. Me sentir cansado de tudo. Dorme. mudança A rotina que trazemos para nossos dias e que acabam pesando tudo aquilo que é ruim. Rotina sempre teremos. Todos os dias temos que levantar da cama, tomar banho (espero eu), ir pro trabalho, almoçar, pegar transito (principalmente pra quem mora em SP). Enfim, essas rotinas existem e mesmo mudando um pouco, fazendo as coisas diferentes, elas vão existir. E isso não é exatamente ruim. O problema é quando tudo vira rotina e ai de repente, tudo fica chato. Levantar da cama vira uma tortura, tomar banho dá uma preguiça, nenhuma roupa é boa o suficiente pra sair, o transito fica insuportável.

Você (ou eu no caso) fica no limite, e qualquer coisa é NOOOOOSSSAAAA! Quando estamos infelizes com alguma coisa que faz parte da nossa vida – trabalho, relacionamento, família, amigos – a gente vive no limite. É ruim, muito ruim. Digo isso com propriedade porque estou passando por isso. Estar 3/4 felizes é não estar feliz por completo, e realmente, a laranja podre acaba estragando as demais. A gente fica amargo, reclama mais do que deveria, se aborrece, se cansa, reclama mais um pouco. Mas aqui, refletindo com meus botões, fiquei pensando que tudo é culpa nossa e que se passamos por isso é uma decisão nossa. Óbvio que não dá pra largar emprego quando você sustenta uma família. Não dá pra largar a família, marido/mulher, filhos. Mas dá pra mudar o pensamento, dá pra procurar fazer o melhor, dá pra mudar. E nunca é tarde pra mudar. Tampouco é fácil. Mas mudar pra se fazer feliz vale a pena. Não dá pra passar a vida toda reclamando ou se sentindo um saco de cocô por estar vivendo a vida que não quer viver (ou parte dela).

Se você tem dúvidas, tenta falar o que você faz/ sobre seu relacionamento/ seus momentos com a família/ sobre suas amizades/sobre as coisas da vida em voz alta, e veja se tudo (tem que ser tudo mesmo!) faz sentido. se você consegue pensar num “futuro” feliz com o andamento das coisas.

Foi fazendo esse exercício que identifiquei o que tinha que ser mudado, e até deu uma aliviada. Claro que não para por ai, os próximos passos é mudar essa situação, por em prática algumas ações, planejar outras. Não vai ser de uma hora pra outra, mas deixo aqui uma dica pra quem talvez esteja passando por situação semelhante.

PS* Voltando pro blog, pq com certeza essa é a rotina que me faz tão bem!

A gente tenta…

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A gente tenta não se estressar e manter a cabeça no lugar, tenta fechar o dia com chave se ouro, ficar em paz, sorrir sempre que possível, mas tem dias que não dá! Mesmo depois de férias, tentando fazer todo o universo conspirar a favor do otimismo e flores, tem dias que São Paulo conspira completamente ao contrário.

Todo mundo sabe que não da pra competir com o trânsito de São Paulo, e por trabalhar longe, trabalho de carro e também pelo transporte público ser o mais lixo de todos e dentro da flexibilidade que tenho, sempre tento fazer um horário que consiga não pegar tanto trânsito pra não ficar tão estressada, cansada, irritada… Porque querendo ou não irrita, chateia, enfurece e passar por isso todo dia não devia ser normal.

Só que São Paulo já não tem mais horário pra ter trânsito, seja de manhã e de tarde e de noite…. E dirigir com pessoas estressadas e mau educadas eh pior ainda! A gente tenta aguentar a pessoa manobrando na sua frente mesmo o farol estando fechado pra ela, aguentar as buzinadas das motos que não podem esperar 10 segundos pra você trocar de faixa, tenta aguentar uma fechada no transito, uma cortada de um folgadinho, um alguém tentando te empurrar mesmo sabendo que não da pra passar ahhhh!

Da vontade de bater, gritar, chorar até, mas o que sai eh uma buzinada, um xingamento, um dia de fúria! Vai ouro ralo toda a yoga, toda a massagem relaxante, toda a paz interior.

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O meu desabafo além das buzinadas desperdiçadas fica aqui, e agora com a cabeça menos quente deixo a reflexão, vale mesmo as pena ficar tão bravo por isso? Porque não eh só você que ta bravo atrás de um volante, são um milhão de pessoas bravas querendo matar umas as outras. E como ninguém vai sair se matando por aí, acho que sair buzinando, gritando, chorando não vai adiantar.

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A gente não controla, eu sei, mas acho que a solução pra isso eh parar no caminho, tomar um chopp, malhar perto do trabalho, parar no shopping, ou encarar o trânsito com música, cabeça fria e paciência….