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Sobre a vida

Eu não sei ainda como lidar com a morte, nem falar sobre ela. Não é uma coisa que penso freqüentemente e nem me é impeditivo para fazer as coisas. Mas quando me vem a notícia de morte, tenho um mix de sentimentos que brotam dentro de mim e fico refletindo sobre a vida e o quão pouca importância a gente vai dando pra ela.

São dias deixando a vida passar, não fazendo aquela viagem esperando o momento ideal, não mudando de carreira pra não abrir mão do salário já alcançado, juntando dinheiro aos montes pra gastar somente no futuro, não abrindo uma garrafa de vinho caro até um momento especial aparecer. E a viagem fica pra outro ano, o dinheiro fica lá no banco, o vinho fica guardado até virar vinagre e o tempo vai passando e tudo vai ficando pra depois.

Pois é, a vida não espera o dia ideal, não espera o tempo ideal, não espera você ficar pronto pra começar. Ela simplesmente acontece, enquanto eu estou aqui sentada escrevendo esse texto, enquanto ao meu lado meu cachorro está dormindo enrolado na coberta, enquanto não muito longe daqui minha mãe e meu pai estão trabalhando e alguém está discutindo assuntos mais importantes que esse.

A vida acontece.

Então, não deixe pra depois.
Não deixe pra um futuro longe demais, não deixe pra amanhã, não deixa a preguiça tomar conta, não deixa de lembrar o que você quer, não deixe de se colocar em primeiro lugar, seus sonhos e vontades, não deixe de se importar com os outros também.

Não deixe.

Descubra um jeito de tornar sua vida leve, não carregue os pesos que não são seus. Não carregue raiva demais, ciúmes demais, inveja demais, trabalho demais. Ria com seus amigos, passe um tempo com você mesmo, passe tempo com outras pessoas, se descubra, descubra o mundo. Proporcione momentos de alegrias, dance, converse, sinta seus sentimentos, se permita. Faça agora o que dá pra ser feito, o que quiser fazer.

Aprecie agora os bons momentos, aproveite agora a sua vida, enquanto ela acontece, aconteça junto com ela.

Porque um dia tudo simplesmente acaba.
E as outras vidas vão acontecendo.

Textos interessantes que vi por ai

Não sei vocês, mas toda vez que tenho um pensamento martelando na minha cabeça ou quando estou passando por alguma fase na vida – que por acaso é a situação -, acabo procurando textos, livros, matérias, fotos, pessoas… Enfim, estresso o assunto no máximo, vejo coisas positivas e negativas, penso, reflito, levo em discussões na mesa de bar, enfim… esgarço o assunto até ele ficar que nem camiseta velha de partido político.

E dentre esse momento que to passando de auto reflexão da vida, sobre mudança profissional, busca de propósito e chutar alguns paus de algumas barracas, ando lendo bastante coisa, pra saber a experiência de outras pessoas, pra saber como lidar com algumas situações sem pirar, pra conhecer mais. E ai que nessas leituras, resolvi compartilhar alguns textos legais que encontro por ai – serviu pra mim, pode servir pra você também.

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Exercício para quem não está feliz com o trabalho

Esse texto é bem rodado, e apareceu algumas vezes na minha timeline do Facebook, mas não custa nada indicar. É um exercício bem legal que ainda não consegui fazer completamente e me dar por satisfeita. Mas já vi vários outros lugares recomendando o exercício e várias pessoas falando que é bem foda e intenso. Então, pra quem assim como eu não está feliz com o trabalho, clica aqui e faz o exercício também.

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“Não sei qual o sentido da minha vida”

E afinal de contas, quem sabe, não é mesmo? Esse texto é curtinho e pra você não se sentir sozinho no mundo. Me senti bem mais confortável em saber que alguém como eu também está perdido e te dá um impulso a mais pra aproveitar a vida como ela é/está.

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Largar tudo o que?

Esse texto também é bastante rodadinho, mas é ótimo pra refletir sobre quando você pensa em largar tudo. Mas o que é esse tudo? A gente sofre muita pressão da família e da sociedade em ter que ficar em um emprego que não gostamos e viver uma vida que não queremos. Sair pelo mundo, viajar durante anos, trabalhar de qualquer outra coisa não deveria ser tão pesado assim.

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Vender colchão, porque não?

Terminei de ler esse texto pensando muito – e boa parte desse pensamento é de como vivemos nossas vidas. Ele fala sobre o “peso” do trabalho que existe aqui no Brasil. Não do peso de um trabalho pesado, mas sim do peso que trabalhar em uma agência, em um banco, em um escritório é melhor do que trabalhar em uma loja, em uma casa de família, em um entregador. Vale muito a pena a leitura.

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“Você não nasceu para ter um emprego”

O ultimo texto é um texto bem legal também – até porque se fosse chato, não ia colocar aqui -que fala sobre um novo movimento para uma nova forma de trabalho. Acredito que as pessoas das novas gerações concordarão com muitas das coisas apresentadas nele. Achei bem interessante.

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Então é isso. Leiam, reflitam, se não gostou me avisem e se tiver mais textos bacanas, só deixar nos comentários para eu ler também. BEZO!

O que você quer ser quando crescer?

Acho que essa é a pergunta mais feita quando você é criança pelos pais, tios e avós: “O que você quer ser quando crescer?”. Da primeira redação da pré escola até o curso pra preencher no vestibular, essa pergunta nos segue por mais ou menos 17 anos e nem sempre sabemos qual a resposta certa (se é que ela existe).

Quando criança, os sonhos são o de ser o mais forte bombeiro, o mais esperto detetive ou até mesmo trabalhar no supermercado porque é muito maneiro andar de patins o dia inteiro (quem nunca?). Mas aí você vai crescendo e a pressão vai aumentando… Então sempre que você pensa numa profissão, você pensa no que condiz com a sua realidade. Por exemplo, na 6º ou 7º série se você joga bem futebol, você vai ser jogador de futebol; se você manda muito bem em ciências, você vai ser um cientista e se você é magrinha e bonita vai dar uma modelo e tanto! Raramente alguma criança pensa em ser um programador de .NET, um engenheiro mecânico ou um contador.

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Mas, quando chega o ultimo ano da escola, você se depara com uma infinidade de cursos e tem que escolher um pra seguir carreira a vida toda. Você passa 17 fucking anos fazendo coisas aleatórias, sem necessariamente ter relação com profissão nenhuma, só coisas que te deixam feliz, mas em um ano você tem que apostar todas as suas fichas numa profissão X.

Aí o jogador de futebol vira analista de sistemas, o cientista vira administrador de empresas e a modelo vira agente de viagens. Não que eles não estejam satisfeitos com suas profissões, muitas vezes estão, mas e os que não estão? E os que escolheram porque tinha que escolher? Os que tiveram que guardar seus sonhos e vontades em uma caixinha esquecida lá no porão, e TEVE QUE trabalhar no que dá dinheiro, na área que tinha muito emprego, no que dava mais segurança e estabilidade.

Sim, eu fui uma dessas criancinhas que virou um adultinho perdido, que FEZ O QUE TINHA QUE SER FEITO e só depois percebeu que não fazia sentido. E foi preciso coragem, oportunidade e muito apoio de quem me conhece e sabia o que eu tava passando para que eu largasse mão do “seguro” para procurar o que me fazia feliz (e ainda estou na busca). Por muitos anos sabia que não estava fazendo o que gostava, mas sempre inventava uma desculpa pra mim mesmo adiando ir atras dos meus sonhos, mesmo não sabendo de fato quais são. Acabei gastando dinheiro, tempo e me desgastando esperando o momento certo.

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A maior descoberta que fiz até agora foi descobrir que o momento certo só existe quando você faz daquele o momento certo. Foi preciso abrir mão de algumas coisas para conseguir outras, como a gente faz com tudo na vida. Longe de mim esperar encontrar o trabalho perfeito. Eu sei muito bem que trabalho não é parque de diversões, e que dá TRABALHO, mas tenho convicção que temos que procurar algo que faça sentido pra gente, pra que por mais que dê muito trabalho, ainda assim faça sorrir e dê a maior satisfação no final do dia.

Ainda não sei responder a pergunta: “O que quero ser quando crescer?” , mas lembro que quando criança, por muito tempo a resposta foi: ” Quando crescer quero ser o Pato Donald“.

Em busca

Todo mundo está buscando alguma coisa.
Tem os que querem mais tempo, tem os que querem trabalho, os que querem mais dinheiro – seja pra viajar, seja pra viver bem. Tem aqueles que estão em busca de novos amigos, novas companhias e boas conversas. Também tem os que buscam conhecimento (vide E.T. Bilu), viagens, aventuras, enfim, todo mundo está sempre em busca de alguma coisa, ou várias coisas.

c7eb7d8fc9e93b6cead1fd2f7bacbdfdE com toda essa busca por tudo, também estou em busca.
Em busca do que me faz feliz, buscando novas sensações e novas emoções (reviver algumas), um novo friozinho na barriga, o desconhecido, vou buscar o que me faz bem. Nesse mundo cheio de tanta coisa, há muitas coisas a serem experimentadas, coisas para serem conhecidas e novos sonhos pra serem vividos.

Foi preciso uma dose de coragem extra, tenho que admitir. Sair de uma zona de conforto, abrir mão das amizades e companhias de todos os dias, de almoços com risadas, de conversas agradáveis e de tudo que conheço como trabalho até agora, para poder enfrentar o total desconhecido e começar a viver esse novo momento. Sim, estou indo em busca dos famosos “novos desafios”, mas dessa vez o desafio é realmente novo e eu não faço ideia do que pode vir pela frente. Mas como a gente não consegue prever o que vem pela frente, enquanto houver tempo, vou buscar o que me faz feliz.

“Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito: um se chama ontem e o outro se chama amanhã. Portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente, viver.” –Dalai Lama

Rotina

Acorda cedo – muitas vezes atrasadas por falta de querer levantar da cama. Toma banho. Arruma cabelo. Escolhe a roupa pro longo dia. Escolhe sapato. Sai de casa atrasada. Pega o carro. Pega o transito. Liga o waze e vai se maquiando no caminho. Corta caminho. Procura vaga pra estacionar em meio aos cones. Acha vaga, mesmo que longe. Chegando trabalho. Da bom dia, e na maioria das vezes ninguém responde. Liga computador. Bate o ponto. Começa a ler e-mail e ver os problemas do dia. Resolve alguns, chegam outros. Hora do almoço. Desabafos, risadas e conversas aleatórias não relacionadas ao trabalho. Cafezinho pra acordar. Volta do almoço. Mais e mails, mais trabalhos e mais cobranças. Fone o dia todo para aguentar até o fim do dia. Mais um expresso pra espairecer. Volta pro trabalho. Aquele clima fúnebre, todos com fone, com a mesma expressão facial. Trabalho, e-mails e telefonemas. Fim do dia e a cara de final de feira. Academia, ou inventar uma desculpa que convença a mim mesma de não ir. Volta pra casa. Toma banho. Assisto um pedaço da novela com a mãe. Janta. Escova dentes. Vejo algum seriado ou ficar na internet de bobeira por umas horas. Me sentir cansado de tudo. Dorme. mudança A rotina que trazemos para nossos dias e que acabam pesando tudo aquilo que é ruim. Rotina sempre teremos. Todos os dias temos que levantar da cama, tomar banho (espero eu), ir pro trabalho, almoçar, pegar transito (principalmente pra quem mora em SP). Enfim, essas rotinas existem e mesmo mudando um pouco, fazendo as coisas diferentes, elas vão existir. E isso não é exatamente ruim. O problema é quando tudo vira rotina e ai de repente, tudo fica chato. Levantar da cama vira uma tortura, tomar banho dá uma preguiça, nenhuma roupa é boa o suficiente pra sair, o transito fica insuportável.

Você (ou eu no caso) fica no limite, e qualquer coisa é NOOOOOSSSAAAA! Quando estamos infelizes com alguma coisa que faz parte da nossa vida – trabalho, relacionamento, família, amigos – a gente vive no limite. É ruim, muito ruim. Digo isso com propriedade porque estou passando por isso. Estar 3/4 felizes é não estar feliz por completo, e realmente, a laranja podre acaba estragando as demais. A gente fica amargo, reclama mais do que deveria, se aborrece, se cansa, reclama mais um pouco. Mas aqui, refletindo com meus botões, fiquei pensando que tudo é culpa nossa e que se passamos por isso é uma decisão nossa. Óbvio que não dá pra largar emprego quando você sustenta uma família. Não dá pra largar a família, marido/mulher, filhos. Mas dá pra mudar o pensamento, dá pra procurar fazer o melhor, dá pra mudar. E nunca é tarde pra mudar. Tampouco é fácil. Mas mudar pra se fazer feliz vale a pena. Não dá pra passar a vida toda reclamando ou se sentindo um saco de cocô por estar vivendo a vida que não quer viver (ou parte dela).

Se você tem dúvidas, tenta falar o que você faz/ sobre seu relacionamento/ seus momentos com a família/ sobre suas amizades/sobre as coisas da vida em voz alta, e veja se tudo (tem que ser tudo mesmo!) faz sentido. se você consegue pensar num “futuro” feliz com o andamento das coisas.

Foi fazendo esse exercício que identifiquei o que tinha que ser mudado, e até deu uma aliviada. Claro que não para por ai, os próximos passos é mudar essa situação, por em prática algumas ações, planejar outras. Não vai ser de uma hora pra outra, mas deixo aqui uma dica pra quem talvez esteja passando por situação semelhante.

PS* Voltando pro blog, pq com certeza essa é a rotina que me faz tão bem!