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Fez um ano de Berlim

Há mais ou menos um ano atrás estávamos nós no Brasil cuidando dos últimos detalhes; vendendo as coisas que tínhamos, fazendo algumas lembranças caber na mala, passando o maior tempo que podíamos com amigos e família. Decidimos que viríamos para Berlim, e aqui estamos um ano depois. Foram nos primeiros dias do ano que vi os primeiros flocos de neve caindo, o dia acabando logo cedo e crianças andando de trenó. E logo no começo de 2017 que voltei pro Brasil pra trazer o Pickles para cá e passamos um belo de um perrengue. Esse ano vi as estações aparecendo, com direito a chuva de pólen na primavera, sol até as 22h no verão e  folhas douradas caindo no outono. No verão desse ano, aliás, que aprendi a andar de bicicleta e que colhi tomates que eu mesma plantei.

Foi esse ano que nos mudamos três vezes de casa até acharmos uma que talvez seja a definitiva. Montamos móveis com nossas próprias mãos – e com uma parafusa elétrica, claro. Esse ano que comecei a aprender alemão e descobri que apesar de parecer, não é tão difícil assim, e é muito legal acompanhar a evolução e conseguir entender as pessoas – mesmo que sejam em coisas simples. Esse ano recebemos visitas de alguns amigos e família, e vimos alguns outros por Skype também. Fizemos também novos amigos, brasileiros e não brasileiros. Não foi um ano que conseguimos viajar muito, mas conseguimos viajar duas vezes e foi bem legal.

Foi em 2017 que pude me conhecer melhor – e ainda continuo – e teve seus altos e baixos. Teve vezes que a saudade apertou, teve vezes que nada me fez sentido. Esse ano comecei acreditar em coisas que pensei que nunca acreditaria, li livros que me completaram, mudei de opinião algumas vezes. Não só de opinião, mas também mudei meu cabelo, meu guarda roupa e meu estilo de vida. Esse ano maluco, 2017, termino completamente diferente de como comecei, mas preparada (ou me preparando) pro que 2018 pode me trazer.

Dresden

Esse ano devido a muitas coisas novas, ainda não tínhamos ido viajar. Mas semana passada teve um feriado e aproveitamos para conhecer uma cidade aqui do ladinho de Berlim: Dresden. Dresden é uma cidade antiga, alvo de ataques na segunda Guerra Mundial, localizada a mais ou menos  200 km de Berlim. Dá pra chegar de Trem, carro ou ônibus, que no caso foi como chegamos.

Ir de ônibus foi a opção mais barata que encontramos e as passagens  foram compradas no site da FlixBus pela internet e os ônibus foram bem pontuais. A viagem não é muito longa, cerca de 2h30 (sem paradas) e o valor varia de 10 à 20 euros por trecho – depende do horário e do ponto de parada.

Dresden é uma cidade pequena, porém cheia de charme. As paredes escurecidas revelam sua idade e o desenho e arquitetura da cidade nos fazem voltar por alguns instantes no tempo. Além da arquitetura bela, em Dresden é possível encontrar um castelo – Dresden Schloss – ,que por quase 400 anos foi a residência real da Saxônia. Do lado de fora, tem o Stalhof, onde aconteciam os torneiros de cavaleiros na Idade Média e na fachada externa do Stallhof fica “A Procissão dos Príncipes”, um mural pintado em azulejos, lindíssimo!

Do ladinho, tem Dresdener Zwinger – palácio onde ficavam as concubinas do rei Augusto, no século 18 – e um pátio do palácio bem desenhado e cheio de charme. Ali do ladinho ainda fica a Semperoper – sede da Orquestra de Dresden e palco de óperas e ballets.

Não podemos deixar de visitar também a Frauenkirche – a igreja que foi bombardeada já no final da segunda Guerra Mundial, onde já não se viam motivos para o ataque. Hoje em dia, isso ainda é usado como argumento para o protesto de jovens nacionalistas e neo-nazistas todo ano na data do bombardeio (13 de fevereiro).

Por fim, parar em frente ao rio Elbe, no Brühlsche Terrasse e admirar a paisagem de Dresden. Aproveitamos para passar no Biergarten que tinha do outro lado do rio, pois o dia tava bem quente, e encerramos a nossa viagem. Vale a pena nem que seja fazer um bate e volta, a cidade é bem bonita e tem história vazando por todos os lados.

É só viagem

Eu e meu namorado temos como meta viajar 12 vezes por ano. Fizemos esse plano logo depois das nossas primeiras viagens juntos quando descobrimos prazer de viajar e desde lá colocamos essa meta em nossas vidas. Descobrimos que gostamos de conhecer novas culturas, novos ares, novas paisagens e a ideia é conseguir viajar uma vez por mês – as vezes mais – pra perto, pra longe, pra relaxar.56ab20e6225baf07668f5dde5f16258a

Nossa, mas e daí?

Muito dos comentários que ouvimos quando falamos das nossas viagens ou das nossas próximas viagens são “nossa, mas de novo?“, “tão ganhando bem, hein?“, “mas vocês só viajam” e entre outras coisas.

De fato viajamos bastante, mas tudo é questão de objetivos. Hoje, não queremos ter um carro foda, nem uma casa própria e nem uma casa gigante. Alugamos um AP de um tamanho que consideramos ideal, temos um carro bom o suficiente para nos levar onde quisermos, moramos perto do metrô que nos ajuda em 80% das coisas.Não somos ricos, longe disso. Juntamos dinheiro para viajar e fazemos das nossas pequenas e grandes viagens a nossa prioridade. Vezes conseguimos as 12 viagens, vezes não, mas todas fazem parte do nosso plano de vida.

Muitas vezes, quando ouvimos esses comentários ficamos sem saber o que responder. Algumas vezes nos sentimos mal de contar que acabamos de voltar de MAIS UMA viagem ou quando comentamos alguma coisa de alguma viagem não nos sentimos tão confortáveis.

Pode parecer bobagem, mas é verdade. Viajar é o nosso sonho e nosso objetivo. Não viajamos para contar vantagens nem para ostentar. Viajamos porque gostamos. Então, antes de fazer deduções sobre o sonho dos outros (e isso vale para todos os outros sonhos, seja ele ter o mais completo guarda roupa do mundo ou seja ele colecionar figurinhas) pense nos seus sonhos e objetivos e veja como as pessoas são diferentes! Cada um prioriza o que é importante para si, cada um faz suas escolhas e segue seu estilo de vida.

Textos interessantes que vi por ai

Não sei vocês, mas toda vez que tenho um pensamento martelando na minha cabeça ou quando estou passando por alguma fase na vida – que por acaso é a situação -, acabo procurando textos, livros, matérias, fotos, pessoas… Enfim, estresso o assunto no máximo, vejo coisas positivas e negativas, penso, reflito, levo em discussões na mesa de bar, enfim… esgarço o assunto até ele ficar que nem camiseta velha de partido político.

E dentre esse momento que to passando de auto reflexão da vida, sobre mudança profissional, busca de propósito e chutar alguns paus de algumas barracas, ando lendo bastante coisa, pra saber a experiência de outras pessoas, pra saber como lidar com algumas situações sem pirar, pra conhecer mais. E ai que nessas leituras, resolvi compartilhar alguns textos legais que encontro por ai – serviu pra mim, pode servir pra você também.

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Exercício para quem não está feliz com o trabalho

Esse texto é bem rodado, e apareceu algumas vezes na minha timeline do Facebook, mas não custa nada indicar. É um exercício bem legal que ainda não consegui fazer completamente e me dar por satisfeita. Mas já vi vários outros lugares recomendando o exercício e várias pessoas falando que é bem foda e intenso. Então, pra quem assim como eu não está feliz com o trabalho, clica aqui e faz o exercício também.

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“Não sei qual o sentido da minha vida”

E afinal de contas, quem sabe, não é mesmo? Esse texto é curtinho e pra você não se sentir sozinho no mundo. Me senti bem mais confortável em saber que alguém como eu também está perdido e te dá um impulso a mais pra aproveitar a vida como ela é/está.

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Largar tudo o que?

Esse texto também é bastante rodadinho, mas é ótimo pra refletir sobre quando você pensa em largar tudo. Mas o que é esse tudo? A gente sofre muita pressão da família e da sociedade em ter que ficar em um emprego que não gostamos e viver uma vida que não queremos. Sair pelo mundo, viajar durante anos, trabalhar de qualquer outra coisa não deveria ser tão pesado assim.

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Vender colchão, porque não?

Terminei de ler esse texto pensando muito – e boa parte desse pensamento é de como vivemos nossas vidas. Ele fala sobre o “peso” do trabalho que existe aqui no Brasil. Não do peso de um trabalho pesado, mas sim do peso que trabalhar em uma agência, em um banco, em um escritório é melhor do que trabalhar em uma loja, em uma casa de família, em um entregador. Vale muito a pena a leitura.

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“Você não nasceu para ter um emprego”

O ultimo texto é um texto bem legal também – até porque se fosse chato, não ia colocar aqui -que fala sobre um novo movimento para uma nova forma de trabalho. Acredito que as pessoas das novas gerações concordarão com muitas das coisas apresentadas nele. Achei bem interessante.

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Então é isso. Leiam, reflitam, se não gostou me avisem e se tiver mais textos bacanas, só deixar nos comentários para eu ler também. BEZO!

Sucesso

beba5e1abc8c8233c79888150566c65fUma pergunta que aparece constantemente nos textos que ando lendo é a palavra sucesso. E o tal do sucesso sempre é atrelado ao trabalho, a carreiras e a promoções. Não que isso está errado, até porque nem eu sei  o que é certo e o que é errado nessa vida, mas por muito tempo atrelei a palavra sucesso a vida profissional, e acho que muita gente acaba meio que inconscientemente fazendo isso.

Ser uma mulher de sucesso pra mim era sinônimo de ter um emprego em uma empresa conhecida, seguir carreira dentro dela, ganhar bem, trabalhar bastante, viajar nas férias e ter um carrão. Mas pensando um pouco mais profundamente, essa é uma definição de sucesso que não veio de mim, mas sim que sempre ouvi falar que era boa pela família, amigos, novelas e comerciais de TV. E fiquei por muito tempo me perguntando porque sucesso não poderia ser trabalhar poucas horas no dia, ganhar dinheiro o suficiente pra viver de um jeito que eu goste, viajar sempre que quiser, andar de transporte público ou a pé?

Depois de um tempo, me dei conta que sucesso pode ser o que a gente quiser e só a gente pode definir o que é o sucesso para nossas vidas. Você já viu a definição de sucesso no dicionário (ou no wikipédia)?

Sucesso: s.m. Resultado feliz; êxito. / Acontecimento, fato, caso, ocorrência.

Ou seja, sucesso não tem nada a ver com carreira e não tem nada a ver com dinheiro – ou até pode ter também. Sucesso depende da definição do que é exito, do que é felicidade pra você. Uma pessoa pode ser bem sucedida se ela achar que para ela sucesso é ter filhos e ficar em casa cuidando deles, outra pode achar que ter sucesso é trocar de emprego todo ano e trabalhar nas empresas mais conhecidas do mercado, e ainda há aqueles que podem achar que ter sucesso é conseguir viajar cada vez mais vezes.

Sucesso varia de pessoa pra pessoa e pode variar também de tempos em tempos. Então, é assim, o que é sucesso pra você pode não ser sucesso pra mim e tá tudo certo. Hoje pra mim sucesso é poder escolher com o que vou trabalhar, passar tempo com a minha família e viajar sempre que possível. Daqui um tempo pode ser que mude, e isso também é super normal. O mundo muda tantas vezes, que nossos pensamentos, ideias e ideais podem mudar e mudar e isso também não tem problema nenhum.

E você já sabe o que é sucesso pra você?